“Saulo da Daniela Amorim”. O uso desse nome levou
o Ministério Público Eleitoral a impugnar o candidato do Saulo Pignaton (PTB),
esposo da ex-deputada e ex-prefeita de Ariquemes, Daniela Amorim, afastada da
vida pública temporariamente pela Lei da Ficha Limpa. Saulo, empresário que
também responde denúncias na Justiça por crimes ambientais e até falsidade
ideológica, é um homem rico, segundo sua declaração de bens, sendo dono de
inúmeros imóveis rurais. Na opinião do Ministério Público Eleitoral (MPE), a
utilização do nome escolhido, ofende drasticamente os preceitos legais. O caso
vai ser decidido pelo juizado eleitoral nos próximos dias.
Se não for barrada pela Justiça, a inovação de Saulo pode levar muita gente a
utilizar a estratégia. A candidatura majoritária do PTB em Ariquemes tem como candidato
a vice Edson Jorge Kér, que usará na urna o nome “Edson da Obra”, Não se
sabe de “Obra” é o nome da esposa de Edson...
Só sabem ler e escrever
Números contabilizados, são 4822 candidatos a prefeito e vereador em Rondônia,
informavam os números do TSE na noite desta sexta-feira. Nos 52 municípios, 148
tentam a Prefeitura e 4.527 as 533 vagas nas câmaras municipais. Dado
interessante é que há três candidatos sem instrução alguma. Informaram ao TRE
de Rondônia que apenas sabem ler e escrever: Manoel Lopes de Oliveira
(PSDB-Primavera), João Adalberto Testa (PMDB-Itapuã) e Miguel Sena Filho
(PP-Guajará). Outros três candidatos a vice estão na mesma situação: Antônio
José Batista (PT-Vale do Paraíso), Sebastião Rodrigues da Silva (PSDC- Costa
Marques) e Oldeir Ferreira dos Santos (PSDC-Buritis). Situação pior é de
Antônio Flor, um trabalhador rural do PC do B que concorre a vereador em
Corumbiara. Ele disse que é analfabeto.
Resquícios do Batista
Está no juizado da 2ª Vara da Fazenda Pública de Porto Velho a Ação Civil
Pública impetrada pelo promotor João Francisco Afonso contra Luiz Augusto
Bandeira, o secretário-adjunto de saúde, Orlando José de Souza Ramires e o
Estado de Rondônia. A ação é referente a gestão compartilhada das UPAs. Em
resumo: ainda no auge da roubalheira, em agosto de 2011, o ex-secretário José
Batista da Silva, determinou a formalização de processo administrativo para
contratação de instituição para gerenciar as UPAS. Sem licitação foi contratado
o Instituto Brasileiro de Estudos e Projetos para Modernização da Administração
Pública (IBMAP) por mais de R$ 1,2 milhão.
Tudo descoberto
A mamata foi descoberta a partir de investigações realizadas pelo MP e Tribunal
de Contas, além do Conselho Regional de Farmácia, que fiscalizaram a implantação
das Organizações Sociais de Saúde do Estado. A ação pede a saída de Luiz
Augusto Bandeira, do setor responsável pela implantação da gestão compartilhada
de unidades hospitalares.
Pagamentos realizados
O fato é que o tal Instituto Brasileiro de Estudos e Projetos para Modernização
da Administração Pública já recebeu recursos públicos, especificamente no mês
de maio, quando a Secretaria de Saúde mandou pagar R$ 104.000 por serviços de
consultoria técnica, “relativos ao modelo de gestão compartilhada”.
Fonte: Elianio Nascimento