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sexta-feira, 25 de maio de 2018 10:54:35
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COMISSIONADOS: Justiça intima governador Confúcio Moura, controlador e procurador geral


Terça-feira, 27 de fevereiro de 2018 20:46:33


O juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública determinou a intimação pessoal do governador Confúcio Moura, além do controlador geral e procurador geral do Estado para que apresentem dentro de 30 dias improrrogáveis uma série de documentação à respeito da contratação de cargos comissionados no Governo do Estado.

O Juízo pretende dar cumprimento a uma ação civil pública julgada procedente em 2013, que prevê desde a abstenção de contratação e exoneração de servidores investidos em cargos comissionados, contratação de concursados, exoneração desses comissionados investidos irregularmente na função, na administração pública direta e indireta.

Na época da sentença, em setembro de 2013, a Justiça deu um prazo de 60 dias para que o Governo apresentasse ao Juízo a necessidade dos cargos comissionados em cada órgão. Passados cinco anos, a sentença não foi integralmente cumprida e, caso não seja cumprida, o Juízo já pediu a estipulação de multa ao governador e seu controlador-geral e procurador-geral.

A documentação exigida pela Justiça é a Relação de Servidores que ocupam os cargos de direção, assessoramento e chefia, existentes e constantes nos anexos da Lei Complementar nº 733, de 10.10.2013 e a Relação de todos os servidores comissionados, que não possuem vínculo efetivo, em todos os órgãos da Administração Pública Direta e Indireta do Estado de Rondônia.

Na denúncia formulada pelo Ministério Público contra o Governo de Rondônia consta a ocorrência de nomeações de servidores em cargos comissionados pelo Executivo ao arrepio dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública. São servidores que exercem funções alheias a assessoramento, chefia e direção.

Os comissionados foram contratados para atuar no CEMETRON, do Hospital e Pronto Socorro João Paulo II, da Secretaria de Ação Social e da Secretaria de Estado de Finanças (Sefin). O Governo se defendeu nos autos a dificuldade em sanar a questão dos cargos comissionados, dando como próprio exemplo, o MP que também se propôs a extinguir alguns cargos comissionados, e até aquele momento não o fez. “MP não pode pretender impor ao Estado algo que sequer consegue programar em sua própria administração”.

 

Fonte: RONDONIAOVIVO


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