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terça-feira, 23 de outubro de 2018 12:26:16
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GENTE DA NOSSA TERRA: ANTÔNIO ‘TUCUPÃ’ – DO NORDESTE PARA A AMAZÔNIA


Sábado, 21 de outubro de 2017 16:33:38


Dentre os milhares de nordestinos que migraram para  a Amazônia na década de 40, quando a borracha era valorizada, está um cidadão de nome Antônio Felipe da Costa, de apelido “Tucupã”. Ele nasceu em 25 de agosto de 1943 no Rio Grande do Norte e ainda criança, com apenas 4 anos de idade, veio para Guajará-Mirim, indo morar no Rio Cautário, na colocação Estrondosa. Depois, aos 8 anos, mudou para o Rio Pacaás Novos, indo morar na localidade de Cachoeira Cabeceira do Rio. Desde então e até os dias de hoje vive no Pacaás Novos, na localidade de Santo Antônio, na comunidade Margarida.

“Padrinho Antônio Agripino” (é assim que eu o chamo em função dele ser padrinho de um velho amigo meu de nome Chagas, que também viveu em seringais), aos 33 anos constituiu família, casando-se com dona Geracinda Amaral da Costa, conhecida como “Dona China”, com quem vive até hoje, um casamento que dura há 48 anos.

O casal teve 7 filhos, 28 netos e 26 bisnetos. Este bravo e destemido nordestino que adotou a floresta para viver, verdadeiro patriota e defensor de nossas fronteiras, assim como tantos outros seringueiros da nossa Amazônia, aposentou-se pela idade, tendo lhe sido negado o direito de se aposentar como Soldado da Borracha. Mais um brasileiro injustiçado, pois se sabe que viveu toda a vida nos seringais e como se sabe também que existe até boliviano aposentado – ou existia – como Soldado da Borracha.

Antônio Felipe da Costa, o “Tucupã”, trabalhou no Seringal São Luiz e viveu toda a sua vida no meio de nossas florestas. Aos 74 anos de idade, passa por uma enfermidade e vive em uma cadeira de rodas e faz tratamento médico em Porto Velho e na localidade de Extrema, o que o obriga a constantes viagens para essas localidades

Aqui em Guajará-Mirim, vive ao lado da esposa, filhos, netos e bisnetos em uma casa modesta na Av. Princesa Isabel, no bairro do Triângulo, mas mantém residência também em Margarida, no Rio Pacaás Novos, aonde vai com frequência visitar sua propriedade e colher frutos do que ali produz e colhe.

O Brasil precisa olhar mais e melhor para os homens que fizeram a história desta distante fronteira, guarnecendo essa extensa área de floresta e preservando nossa flora e fauna.

Fonte:  Guajará Notícias

Texto:  Aluizio da Silva – Fotos: da família e arquivo.

 

 


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