Boa tarde!
Guajará Mirim, RO
segunda-feira, 30 de março de 2020 13:13:54
Notícias

GUAJARÁ-MIRIM, A CIDADE DA “LATINHA” E DO FESTIVAL FOLCLÓRICO...


Quarta-feira, 18 de março de 2020 14:12:07


A história de Rondônia registra que Guajará-Mirim, durante muito tempo, foi uma das principais cidades do estado. Entretanto,  por causa de uma série de fatores, infelizmente, a cidade que, por várias décadas, ostentou o carinhoso apelido de “Pérola do Mamoré” tornou-se  um dos municípios mais problemáticos do estado de Rondônia. A partir do fim dos anos 80, empresas começaram a fechar, cinema e teatro foram extintos, praças viraram depósitos de lixo, pessoas passaram a mudar para outros municípios e as pessoas mais antigas apelidaram a cidade de “Cidade da Latinha”.

Enganam-se aqueles que imaginam que latinha são as latinhas de sucos ou refrigerantes jogadas pelas ruas e praças, que servem para entupir o que restou da rede de esgoto. Não! Claro que não! A expressão é “lá tinha”, indicadora de que a cidade já teve muitas coisas. Então, Guajará-Mirim passou a ser lembrada pelos governantes e muitas pessoas que visitavam a cidade nas décadas de 70, 80 e 90 como a cidade da “lá tinha”... Dizem algumas pessoas que comentam sobre a “ex-Pérola do Mamoré” que, em décadas passadas, lá tinha empresas, lá tinha cinema, lá tinha teatro, lá tinha castanha, lá tinha borracha, lá tinha comércio, lá tinha trem, lá tinha estradas, lá tinha pontes,  lá tinha ruas asfaltadas,  lá tinha ginásio, lá tinha museu, lá tinha maternidade, lá tinha hospital, lá tinha escolas de samba, lá tinha carnaval, lá tinha bois bumbás, lá tinha prefeitos, lá tinha vereadores, lá tinha militares, lá tinha empregos, lá tinha isenção fiscal...

As gerações atuais não tiveram o privilégio de conhecer a cidade, quando Guajará-Mirim era uma cidade respeitada. Os adolescentes, jovens e as crianças certamente nem sabem  explicar a razão pela qual a cidade é conhecida como “Pérola do Mamoré”. Caso este tema fosse questão de concurso, apenas as pessoas acima de 50 anos teriam condições de acertar a resposta. O apelido de “Pérola do Mamoré” foi dado, porque Guajará-Mirim era muito limpa, sempre bem cuidada, canteiros com grama aparada, praças sempre limpas, calçadas perfeitas, ruas sem buracos, iluminação perfeita e o centro da cidade era lugar de passear com a família, para apreciar as lojas e o intenso movimento. Hoje, talvez os mais novos ouçam falar do “Duelo da Fronteira”, que, poucos anos atrás, atraía multidões de todos os lugares de Rondônia e de outros estados.

O Duelo da Fronteira, que lotava hotéis, restaurantes, lanchonetes, ruas e praças da “Pérola do Mamoré,  hoje existe apenas nos discursos de políticos que tentam se perpetuar no mandato, dizendo que irão resgatar a história da cidade. Apenas discursos antigos e vazios, que não servem nem como peça de museu, porque o museu da cidade também já apresenta sinais de cansaço... Em pouco tempo, talvez nossa antiga pérola e atual “Cidade da Latinha” volte a receber turistas, porque o turismo de ruínas está em fase de crescimento no país e na região. Nesse aspecto, Guajará-Mirim terá tudo para alcançar outra vez o lugar de destaque que teve em Rondônia, porque ruínas e lugares abandonados são o cenário mais sólido que existe hoje na cidade...

           

           

          

         

                                                   

       

                             

       

      

                                         

     

                     

                     

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

Claro que muitas pessoas farão beicinho, ao lerem esse texto, mas o site Guajará Noticias visitou o lugar que já foi palco para todas essas atrações que os dois bois, Flor do Campo e Malhadinho, proporcionavam durante o festival. O local do festival está completamente abandonado, já entrando em ruinas. Inclusive, vale registrar que os dois barracões, construídos com recursos do Governo Federal,  para atender as duas agremiações, nunca funcionaram, desde a inauguração, e para nada serviram. Atualmente, estão se deteriorando com o tempo. O que mais chama atenção da população é que o atual governador do estado, quando candidato, dizia, em seus discursos, que teria compromisso com a cultura e lazer da população do município. Entretanto, seus discursos também viraram peças de museus e de ruínas, porque o governo está em seu segundo ano, porém não fez absolutamente nada para mudar a história. A “Cidade da Latinha” parece não ter sorte com políticos. O Festival Folclórico virou um festival de abandono...

 

Fonte: Guajara Noticias – João Teixeira DRT/RO 1052

 

 


Essa Notícia foi Visualizada 221 vezes

Vídeos

Mais Notícias
Terça-feira, 24 de março de 2020 18:43:24
Energisa se posiciona sobre medidas aprovadas pela Aneel
Segunda-feira, 23 de março de 2020 09:15:55
LADRÃO É ESPANCADO ATÉ A MORTE POR POPULARES
Ver Lista Completa