Derrotado nas últimas eleições, o ex-diretor da CAERD, Lauro Fernandes, recebeu a missão da cúpula de campanha do governador Marcos Rocha (União Brasil) para atacar o diretor do Hospital de Amor, Henrique Prata. Nos últimos dias, o pecuarista, que dedica a vida em ajudar pacientes com câncer, denunciou a tentativa do Governo Marcos Rocha em acabar com o convênio firmado na gestão do ex-governador Confúcio Moura, utilizando argumentos até no Judiciário para impedir o repasse de R$ 2 milhões mensais a Fundação Pio XII, mantenedora do Hospital de Amor. Henrique Prata repetiu o discurso em Pimenta Bueno e Alta Floresta.
“O estado paga atrasado. Está dando um prejuízo de 2,5 milhões de reais à fundação, como vou a abrir mais 1 milhão de reais em serviços? Eles são lobos vestidos de cordeiros. Estão fazendo de tudo para fechar o Hospital de Amor. Estão tentando fechar o que vocês construíram, e não foram eles que construíram. Até agora você não entendeu e não sabe o mal que está fazendo aos pacientes com câncer”, desabafou Henrique Prata no interior de Rondônia. Segundo ele, o ex-secretário Fernando Máximo tentou de várias maneiras junto com o governador Marcos Rocha fechar o Hospital de Amor, impedindo repasses do convênio, mas não conseguiu. Como não obteve resposta favorável nos meios legais, o Governo Marcos Rocha, segundo o diretor da entidade, atrasa vários meses o repasse, prejudicando os pacientes porque a deficiência financeira causa uma série de problemas no atendimento dos doentes.
Acuado pelas pesquisas, Marcos Rocha destacou o fiel assessor Lauro Fernandes. Como diretor técnico da CAERD, o advogado recebia pouco mais de R$ 22 mil mais uma comissão de R$ 2.500,00 por fazer parte do Conselho Diretor. Na campanha deste ano, ele candidatou-se a deputado estadual e recebeu do partido governador R$ 126.353 para ganhar 2.051 votos.