Em uma reunião realizada no último sábado, 15, no Barracão do Pompeu, na Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto, no município de Guajará-Mirim, a ONG Rio Terra, o Centro de Estudos criado em 1999, uma instituição amazônica que tem por objetivo trabalhar para a formação de uma sociedade crítica, consciente de seu contexto socioeconômico e ambiental, capaz de propor um modelo de desenvolvimento ambiental para região que congregue conservação e sustentabilidade (social, econômica e ambiental) à valorização dos conhecimentos das populações regionais, a Rioterra explicou àquela população a finalidade da sua presença no local.
A Rioterra tem como principais valores o humanismo, o equilíbrio, a transparência e o respeito às diferenças e a natureza, que são princípios que expressam o comportamento do Centro de Estudos Rioterra.
Durante a reunião, os técnicos da Rioterra explanaram sobre o projeto que vai significar, principalmente para os moradores das Reservas Extrativistas, o REDD+. Ele é um incentivo desenvolvido do âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para recompensar financeiramente países em desenvolvimento por seus resultados de redução de emissão de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal.
As comunidades do Ramal do Pompeu, Nossa Senhora do Seringueiro, Floresta, Divino Espírito Santo, Três José, Ouro Negro, Sepetiba e Petrópolis participaram e ouviram atentamente a explanação dos técnicos.
Participaram também o presidente da Associação dos Seringueiros da Resex do Rio Ouro Preto, Paulo da Silva Costa, a presidente da Associação de Mulheres Extrativistas de Guajará-Mirim, extrativista e radialista Angélica Santos, José Avillaneda, também extrativista e radialista, e dezenas de moradores da Resex do Rio Ouro Preto.
As reuniões para apresentação do projeto seguem pelas demais localidades das reservas da região.