Palco de grande seringais que abasteceram o Brasil com borracha durante longos anos, especialmente nos anos de 1950, 1960 e 1970, o rio Ouro Preto, na cidade de Guajara-Mirim, na fronteira com a Bolívia, a comunidade local voltou a produzir o produto após anos de paralisação, muito pelo fato do produto não oferecer preço condizente para suprir o trabalho e a necessidade dos extrativistas que hoje vivem na Unidade de Conservação Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto.
Cerca de 7 toneladas de borracha foram pesadas e entregues à empresa compradora, no Barracão do Pompeu, na margem direita do Rio Ouro Preto e distante cerca de 45km da sede do município de Guajará-Mirim, via terrestre.
À pesagem do produto estiveram presentes vários extrativistas da localidade, além de representantes de entidades como EMATER, ICMBio e Pacto das Águas.
O casal de radialistas, José Avilhaneda Amontari e Angélica Santos, que também são extrativistas do rio Ouro Preto, marcaram presença e junto com eles o presidente da ASROP, Paulo Silva, e o também presidente da ASAEX, Edvaldo Souza.
O radialista e extrativista José Avilhaneda Amontari é um dos maiores produtores de borracha do Ouro Preto e, ao lado de Angélica Santos, uma das lideranças do movimento extrativista em Rondônia e Norte do Brasil.