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RIBEIRINHOS DO RIO PACAÁS NOVOS PEDEM SOCORRO EM FUNÇÃO DA MORTANDADE DE PEIXES E ÁGUA CONTAMINADA; EXTRATIVISTAS PEDEM PROVIDÊNCIAS DO PODER PÚBLICO.
Os moradores da Reserva Extrativista do Rio Pacaás Novos constataram recentemente
26/12/2023 13h20 Atualizada há 3 anos
Por: João Teixeira Fonte: Fonte: Guajara Noticias
Divulgação

Os moradores da Reserva Extrativista do Rio Pacaás Novos constataram recentemente uma nova e grave ameaça ao meio ambiente, na região ribeirinha de Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia. Trata-se de um fenômeno que tem causado a morte de inúmeros peixes e outros animais da região. Segundo os moradores do local e também do presidente da Associação Primavera, Ronaldo Lins,  é possível que se trate de uma situação provocada pela própria natureza, fato que ele considera gravíssimo, já que a água pode estar contaminada e sem as condições adequadas para ser consumida pela população ribeirinha, assim como os peixes e outras espécies vítimas do fenômeno.

Ainda não há nenhum diagnóstico oficial, por parte das autoridades responsáveis pela proteção da área, mas é necessário que sejam adotadas medidas urgentes para controlar a mortandade de peixes. A comunidade está muito preocupada, porque muitos alimentos que são utilizados para manter a população do local e até mesmo para muitas pessoas do setor urbano estão sendo perdido, sem que haja uma explicação plausível. As autoridades ambientais de Guajará-Mirim precisam agir com rapidez, para identificar o problema e encontrar uma solução que garanta a preservação das espécies atingidas pelo estranho desastre ambiental, visto que afluentes do rio podem ser afetados pelo problema.

Não é a primeira vez que um fenômeno semelhante ocorre na região. Alguns anos atrás, fato muito parecido ocorreu no rio Ouro Preto, e causou a morte de centenas ou milhares de peixes e sucuris que viviam na área. Não se tem notícia se, naquele tempo, a origem do problema foi identificada e que medidas foram adotadas, mas é muito importante uma ação rápida das autoridades, porque o fato pode se agravar e causar danos irreparáveis às espécies nativas da região e até mesmo à população ribeirinha e visitantes.