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Deputada Dra. Taíssa cobra Sesau sobre exames de imagem em Rondônia e secretaria aponta descentralização dos serviços
Parlamentar pediu explicações sobre suspensão de atendimentos do CDI; Sesau confirmou quase 2 mil exames em espera em Guajará-Mirim.
30/09/2025 23h17 Atualizada há 11 meses
Por: João Teixeira Fonte: Fonte: Assessoria Parlamentar
Foto: Assessoria Parlamentar

A deputada estadual Dra. Taíssa Sousa (Podemos) apresentou, em 5 de agosto, o Requerimento nº 2395/25 solicitando esclarecimentos urgentes à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) sobre a interrupção de exames de diagnóstico por imagem antes realizados pelo Centro de Diagnóstico de Imagem de Rondônia (CDI), em Porto Velho.

A parlamentar relatou que recebeu queixas de pacientes de Guajará-Mirim e da capital sobre a falta de agendamento pelo Sistema de Regulação (Sisreg). Segundo ela, a situação tem causado insegurança às famílias que dependem dos serviços.

No documento, Dra. Taíssa questionou os motivos da suspensão, a previsão de retomada dos atendimentos e a situação dos contratos com prestadores. Também pediu dados sobre a lista de espera em Guajará-Mirim e Porto Velho, além de medidas planejadas para atender os municípios diante da descontinuidade do CDI.

Em resposta, a Sesau informou que o prédio que abrigava o CDI foi incorporado ao Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro e hoje atende apenas mamografias. A pasta reforçou que exames de tomografia e ressonância continuam sendo realizados por clínicas credenciadas em Porto Velho e em polos regionais de Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Vilhena, Jaru e Guajará-Mirim.

Atualmente, segundo a secretaria, existem 22 contratos ativos com prestadores para modalidades como Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética. Apesar disso, somente em Guajará-Mirim há 1.973 exames aguardando realização, entre eles ressonância magnética, tomografia de coluna lombossacral, ultrassonografia transvaginal e radiografia de tórax.

Para a deputada, a situação exige providências imediatas: “Estamos falando de exames fundamentais para o diagnóstico e tratamento adequado. A população não pode ser prejudicada por falhas na continuidade dos serviços. Nosso dever é cobrar respostas e garantir que a saúde seja tratada com a prioridade que merece.”

Ela afirmou que continuará acompanhando o caso até a plena regularização. Como costuma reforçar em suas ações: “É o recurso do povo, voltando para o povo.”