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POÇO ARTESIANO DO BAIRRO JARDIM DA ESMERALDA: UM SÍMBOLO DA MÁ VERSAÇÃO DO DINHEIRO PÚBLICO
Um poço artesiano construído há mais de 18 anos no bairro Jardim da Esmeralda, em Guajará-Mirim,
01/10/2025 19h30 Atualizada há 11 meses
Por: João Teixeira Fonte: Fonte: Assessoria Parlamentar
Divulgação

Um poço artesiano construído há mais de 18 anos no bairro Jardim da Esmeralda, em Guajará-Mirim, com recursos públicos, jamais cumpriu o propósito para o qual foi destinado: fornecer água potável às famílias da comunidade. O que deveria ser uma obra de esperança e dignidade para centenas de moradores, acabou se transformando em um retrato silencioso do abandono e da má aplicação do dinheiro público.

Na época, o investimento foi anunciado como solução definitiva para a escassez de água na região. No entanto, passadas quase duas décadas, o que resta é apenas um prédio em ruínas, sem caixa d’água, sem bomba, sem encanamento funcional e sem qualquer sinal de conclusão. O que deveria abastecer as casas permanece como um esqueleto de concreto, símbolo de promessas não cumpridas e de recursos públicos que desapareceram sem explicação convincente.

Enquanto o poço da Associação de Moradores nunca funcionou, a comunidade não ficou totalmente desamparada graças à iniciativa privada. Um empresário local, sensibilizado com a situação, construiu em sua propriedade um poço artesiano que hoje serve não só os moradores do bairro, mas também famílias de áreas vizinhas. Um gesto solidário que expõe, de forma contundente, a ausência do Poder Público onde ele deveria estar presente.

Este caso levanta questionamentos inevitáveis: onde foi parar o recurso destinado a essa obra? Por que não houve acompanhamento técnico e fiscalização adequada? Quantas famílias poderiam ter sido beneficiadas se a verba tivesse sido realmente aplicada com responsabilidade?

A população do Jardim da Esmeralda convive diariamente com essa lembrança melancólica de que o dinheiro público, quando não fiscalizado, pode se perder em obras inacabadas que nunca cumprem sua função social. O poço artesiano abandonado é, portanto, um monumento à ineficiência e ao descaso, lembrando que cada centavo malversado significa menos dignidade e mais sofrimento para a população carente.

Resta agora a cobrança legítima da sociedade para que os órgãos fiscalizadores investiguem o destino desses recursos e, sobretudo, para que situações como essa não se repitam em uma cidade que já carrega tantos desafios estruturais.