Saúde SAÚDE PÚBLICA
VIGILÂNCIA SANITÁRIA DO MUNICÍPIO ALERTA PARA RISCO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS BATIZADAS E SEM REGISTRO DE QUALIDADE
O Brasil vem enfrentando um problema de saúde pública que tem gerado grande preocupação entre as autoridades sanitárias:
06/10/2025 17h05 Atualizada há 10 meses
Por: João Teixeira Fonte: Redação/Guajará Noticias
Divulgação

O Brasil vem enfrentando um problema de saúde pública que tem gerado grande preocupação entre as autoridades sanitárias: a presença ilegal de metanol em bebidas alcoólicas destiladas. Essa prática criminosa, caracterizada pela adulteração de produtos como vodka, gin e uísque, tem provocado surtos de intoxicação em diversas regiões do país, levando inclusive à morte de consumidores desavisados.

O metanol é uma substância altamente tóxica, e sua ingestão, mesmo em pequenas quantidades, pode causar cegueira, falência renal, danos neurológicos graves e até óbito. Por ser incolor e ter cheiro e sabor semelhantes ao do etanol, o metanol passa despercebido ao paladar, o que torna seu consumo ainda mais perigoso. Não existe percentual seguro de adição dessa substância a bebidas, e sua presença é considerada crime conforme a legislação brasileira.

Em Guajará-Mirim, a Vigilância Sanitária Municipal intensificou as ações de fiscalização em bares, distribuidoras e pontos de venda de bebidas. As equipes estão em campo verificando a procedência dos produtos e orientando comerciantes sobre os riscos e penalidades relacionados à comercialização de bebidas sem registro de qualidade. Segundo o órgão, a população também desempenha papel fundamental na prevenção, devendo estar atenta aos rótulos, selos de autenticidade e embalagens.

“A orientação é clara: o consumidor deve sempre buscar bebidas com procedência comprovada e registro nos órgãos competentes. Produtos sem rótulo, com cheiro forte ou aparência duvidosa devem ser evitados e denunciados”, destacou um técnico da Vigilância Sanitária local.

Além de colocar em risco a vida humana, o comércio de bebidas adulteradas gera prejuízos ao fisco e ao mercado formal, afetando empresas que trabalham de maneira regularizada. A situação é vista com preocupação também pelo setor de saúde, que tem registrado casos de internações por intoxicação alcoólica decorrente de produtos clandestinos.

Em meio a esse cenário, o alerta é de atenção e responsabilidade. O consumo consciente e a fiscalização constante são as únicas barreiras contra essa ameaça silenciosa que se espalha pelas cidades brasileiras. Em tempos de incerteza e descuido, preservar a vida passa, mais do que nunca, por um simples gesto: verificar antes de consumir.