Em uma noite marcada por emoção, celebração e o pulsar da cultura amazônica, o boi-bumbá Malhadinho – nas tradicionais cores azul e branco e eternizado pela emblemática meia-lua na testa – conquistou, nesta segunda-feira, 17 de novembro de 2025, o tricampeonato consecutivo do Festival Folclórico Duelo na Fronteira. A agremiação azul e branca atingiu pontuações expressivas nos 21 itens oficiais avaliados pela comissão julgadora, garantindo mais um título à sua galeria, que agora soma 11 conquistas ao longo da história do festival.
A apuração realizada no Bumbódromo Márcio Paz Menacho atraiu um expressivo público de torcedores das duas nações folclóricas vermelho e branco e azul e branco que lotaram o espaço desde o início da noite. A cada nota divulgada, a vibração, os cantos e o orgulho das arquibancadas reforçavam o espírito apaixonado que move o Duelo na Fronteira há quase três décadas.
Criado em 1995 dentro da Umam – União das Associações de Moradores da Pérola do Mamoré e idealizado pelo saudoso Aderço Mendes, o festival carrega a missão de celebrar a fusão das tradições indígena e cabocla da região. Desde 2023, o evento é oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado de Rondônia, consolidando sua importância para a preservação das expressões culturais amazônicas.
Atualmente, o Duelo na Fronteira figura entre os maiores eventos do município de Guajará-Mirim, movimentando milhares de pessoas durante três noites de apresentações, mantendo viva a rivalidade artística e o encanto do embate entre os bois Malhadinho e Flor do Campo — pilares fundamentais da festa.
O Guajará Notícias, por meio do jornalista e radialista João Teixeira, parabeniza todos os artistas, organizadores e colaboradores que tornam esse espetáculo possível, enaltecendo sua grandiosidade e contribuição cultural. Com o mês oficial do festival já definido por lei aprovada pela Assembleia Legislativa, a expectativa para 2026 cresce entre os amantes da cultura popular.
Parabéns ao tricampeão Malhadinho! Parabéns ao Flor do Campo!
Sem o brilho e a dedicação das duas agremiações, o Duelo na Fronteira não alcançaria o status de símbolo cultural que representa para Guajará-Mirim e toda a região de fronteira.