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TRÊS ASSOCIAÇÕES DAS RESERVAS EXTRATIVISTAS JÁ ESTÃO CONTRATADAS PARA RECEBER PELA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL EM PARCERIA COM A EMPRESA ARCA
Em um avanço significativo para as políticas de sustentabilidade e para o fortalecimento socioeconômico das populações tradicionais,
12/12/2025 11h31 Atualizada há 8 meses
Por: João Teixeira Fonte: Fonte: Redação/Guajará Noticias
Divulgação

Em um avanço significativo para as políticas de sustentabilidade e para o fortalecimento socioeconômico das populações tradicionais, três associações extrativistas de Guajará-Mirim e região tiveram seus contratos formalmente assinados com a Empresa Arca, especializada em projetos de crédito de carbono voltados à conservação florestal. A iniciativa marca um novo ciclo de valorização da floresta em pé e de reconhecimento direto do papel das comunidades na proteção dos recursos naturais da Amazônia.

         

A primeira etapa desse processo ocorreu em outubro de 2025, quando a Associação Primavera, sediada na Reserva Extrativista do Rio Pacaás Novos, promoveu uma reunião estratégica na Comunidade Boa Vista, colocação Sete Irmãos. O encontro reuniu cerca de 70 extrativistas, que receberam esclarecimentos sobre os termos do projeto, sua relevância socioambiental e os impactos positivos esperados para as famílias que dependem da floresta para viver.

O projeto tem como objetivo central remunerar a preservação ambiental, incentivando a manutenção dos modos de vida tradicionais, garantindo permanência das famílias em seus territórios e assegurando que a floresta continue cumprindo sua função ecológica. A iniciativa também contribui diretamente para a mitigação das mudanças climáticas, ao promover a conservação de grandes extensões de vegetação nativa e a redução de emissões de carbono.

Nesta quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, no auditório do Hotel Larison, em Porto Velho, foram assinados os primeiros contratos entre a Empresa Arca e as associações contempladas. Com a assinatura, os grupos comunitários passam a ter direito aos benefícios financeiros e sociais previstos no acordo, estruturados para fortalecer a gestão territorial e melhorar a qualidade de vida das famílias extrativistas.

Para o presidente da Associação Primavera, Ronaldo Ferreira Lins, o momento representa a concretização de uma luta de anos. Segundo ele, “o que era um sonho, agora passa a ser realidade”. Lins destacou que o projeto inicia garantindo o pagamento de um salário mínimo por família beneficiada e afirmou que outras comunidades deverão ser incluídas gradativamente. “As maiores barreiras já foram superadas; agora, os povos da floresta finalmente começam a receber pela preservação que sempre realizaram”, concluiu.

Representantes da Empresa Arca também comemoraram o avanço, ressaltando que o início da operacionalização do projeto com essas três associações reforça o compromisso da organização com o desenvolvimento sustentável e com modelos de conservação baseados na inclusão das comunidades locais.

Associações já contratadas e com documentação regularizada:

• Associação Primavera – Presidente: Ronaldo Ferreira Lins – Unidade de Conservação Federal Barreiro das Antas.

• Associação Asrop – Presidente: Paulo da Silva Costa – Unidade de Conservação Rio Ouro Preto.

• Associação Asaex – Presidente: Edvaldo Souza da Costa – Unidade de Conservação Rio Ouro Preto.

A implementação do projeto representa um marco para as Reservas Extrativistas da região, consolidando um modelo de gestão ambiental que gera renda, fortalece a autonomia comunitária e contribui para a preservação contínua das florestas amazônicas.