Uma moradora do final da Avenida Porto Carreiro, no bairro São José, em Guajará-Mirim (RO), procurou a reportagem do Guajará Notícias nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, para relatar uma situação recorrente de conflito de vizinhança que, segundo ela, tem se agravado nos últimos meses.
De acordo com dona Irani Ferreira Soares, o impasse envolve desentendimentos com uma vizinha e já ultrapassa o limite do diálogo. A moradora afirma que realiza apenas a criação doméstica de galinhas e patos, prática comum em áreas residenciais periféricas do município, negando veementemente a criação de suínos, informação que, segundo ela, vem sendo repetidamente utilizada como acusação pela vizinha.
Ainda conforme o relato, o imóvel de dona Irani é devidamente cercado, com parte murada e o restante protegido por estrutura de madeira em boas condições, atendendo aos critérios mínimos de delimitação de propriedade. Ela destaca que os animais permanecem dentro de sua área, não circulando por vias públicas ou terrenos vizinhos.
Outro ponto levantado diz respeito a um problema de drenagem. Segundo Irani, a água proveniente do quintal da vizinha escoa de forma irregular e atravessa seu terreno, o que pode caracterizar falha de escoamento pluvial, situação que, conforme normas urbanísticas e sanitárias, deve ser solucionada pelo responsável pelo imóvel de origem para evitar danos a terceiros.
A moradora também relatou que vem sofrendo ofensas verbais frequentes, incluindo palavras consideradas ofensivas e de baixo calão, o que pode configurar perturbação do sossego e até injúria, dependendo da apuração dos fatos pelas autoridades competentes.
Além disso, dona Irani encaminhou à redação imagens enviadas via WhatsApp que mostram ossos com resquícios de carne sobre o telhado de sua residência, situação que, segundo ela, tem atraído urubus para o local. Do ponto de vista sanitário, o descarte irregular de resíduos orgânicos representa risco à saúde pública, podendo atrair vetores e causar contaminação ambiental, conforme orientações da vigilância sanitária.
Diante do cenário, a moradora faz um apelo às autoridades municipais, como a Vigilância Sanitária, Secretaria de Meio Ambiente e órgãos de mediação comunitária, para que seja realizada uma vistoria técnica no local e, se possível, uma intervenção conciliatória, com o objetivo de restabelecer a convivência pacífica entre as partes.
Dona Irani, que sobrevive da própria renda obtida com serviços de costura e da criação de pequenos animais para consumo e subsistência, afirma que deseja apenas viver com tranquilidade em sua residência, construída com esforço próprio, sem conflitos e em harmonia com a vizinhança.
O espaço permanece aberto para que a outra parte envolvida, bem como os órgãos públicos citados, possam se manifestar sobre o caso.