Ontem, dia 21/02/1960, minha tia Luísa Batista da Silva Freitas faleceu e a falta de espaço para sepultamento dela no cemitério Santa Cruz despertou em mim um sentimento de indignação e vergonha.
Em Guajará-Mirim, um dos municípios mais antigos do estado de Rondônia, o poder público não tem respeito com a história, com a memória e com as famílias das pessoas falecidas. Todos sabem que o cemitério é muito antigo e que não há mais espaço para novos sepultamentos. Porém, há vários anos, as covas são abertas em cima de outras covas.
Assim, o sepultamento, que é um momento triste, fica mais triste ainda... Ver um ente querido sepultado em cova rasa chega a ser humilhante.
As autoridades precisam compreender que o cemitério é um local público que preserva a história, a memória e a cultura de uma cidade. Além disso, o centenário cemitério “Santa Cruz” conta, a partir das inscrições nas lápides, a história das imigrações em nosso município. Ele precisa ser preservado!
Lembrem-se de que o cemitério é o local sagrado, onde sepultamos nossos entes queridos. É, também, um local de luto para onde nos dirigimos para homenageá-los. Uns levam velas, outros levam flores, outros simplesmente oram ao pé do túmulo ou choram de saudades... Portanto, vamos nos unir e reivindicar os nossos direitos. Eu quero a parte que me cabe neste latifúndio, e você?