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POPULAÇÃO COBRA POSICIONAMENTO OFICIAL SOBRE SUSPEITAS DE MPOX EM GUAJARÁ-MIRIM
A circulação de informações nas redes sociais sobre possíveis casos da Mpox (Monkeypox) em Guajará-Mirim,
22/03/2026 21h24 Atualizada há 5 meses
Por: João Teixeira Fonte: Fonte: Redação/Guajará Noticias
Imagem Ilustrativa

A circulação de informações nas redes sociais sobre possíveis casos da Mpox (Monkeypox) em Guajará-Mirim, município localizado na faixa de fronteira com a Bolívia, acendeu o alerta sanitário e mobilizou a opinião pública local. Diante do cenário, moradores passaram a cobrar um posicionamento oficial da Secretaria Municipal de Saúde, especialmente do setor de Vigilância Epidemiológica, quanto à veracidade das notificações e às medidas adotadas pela rede pública.

De acordo com apuração preliminar, dois pacientes teriam dado entrada no Hospital Regional Nossa Senhora do Perpétuo Socorro com sintomas compatíveis com a doença, sendo um dos atendimentos registrado na tarde deste domingo, 22 de março de 2026. Até o momento, não há confirmação laboratorial divulgada oficialmente, o que mantém os casos sob classificação de suspeitos, conforme protocolo do Ministério da Saúde.

A Mpox é uma zoonose viral causada por um Orthopoxvírus, com transmissão predominantemente por contato direto com lesões cutâneas, fluidos corporais (como secreções respiratórias, saliva e exsudatos das lesões), além de objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas. A transmissão também pode ocorrer por contato próximo e prolongado entre pessoas, especialmente em ambientes fechados.

Clinicamente, a doença apresenta um quadro característico que inclui febre, cefaleia, mialgia, linfadenopatia (inchaço dos linfonodos) e evolução para lesões cutâneas, que podem variar de máculas a pústulas e crostas, distribuídas pelo corpo. O período de incubação varia entre 5 e 21 dias.

Especialistas em saúde pública ressaltam que, diante de casos suspeitos, é imprescindível o isolamento do paciente, a notificação compulsória imediata e a coleta de amostras para diagnóstico laboratorial específico, geralmente por meio de testes de biologia molecular (PCR).

A população também questiona se a unidade hospitalar dispõe de estrutura adequada para manejo clínico e isolamento, conforme preconizam os protocolos sanitários, a fim de evitar possível disseminação viral. Entre as medidas recomendadas estão a disponibilização de leitos isolados, uso rigoroso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) por profissionais de saúde e adoção de fluxos diferenciados para atendimento.

No âmbito institucional, há expectativa de que o Conselho Municipal de Saúde e o Poder Legislativo acompanhem o caso e, se necessário, acionem o Ministério Público do Estado de Rondônia para garantir o cumprimento das diretrizes sanitárias e a transparência das informações prestadas à população.

As autoridades de saúde reforçam que, enquanto não houver confirmação oficial, é fundamental evitar a propagação de informações não verificadas. Ainda assim, orientam a adoção de medidas preventivas, como higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool 70%, uso de máscara em situações de risco, além de evitar contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas.

A reportagem segue acompanhando o caso e aguarda manifestação oficial dos órgãos competentes.