A presença de animais soltos em vias públicas continua sendo motivo de preocupação para moradores de Guajará-Mirim, principalmente em bairros mais afastados da área central da cidade. Neste final de semana, internautas encaminharam ao Jornal Guajará Notícias diversas imagens mostrando cavalos circulando e pastando livremente em avenidas do bairro Santa Luzia, situação que além de causar transtornos à população, representa risco iminente de acidentes de trânsito.
O problema, considerado antigo na Pérola do Mamoré, volta a gerar debates sobre a necessidade de políticas públicas voltadas ao controle de animais de grande porte soltos em perímetro urbano. Moradores relatam que os equinos frequentemente ocupam ruas e avenidas durante o período noturno e nas primeiras horas da manhã, horários em que a visibilidade dos condutores fica reduzida, aumentando significativamente o risco de colisões.
De acordo com especialistas em trânsito, animais de grande porte soltos em vias urbanas configuram grave ameaça à segurança viária, podendo provocar sinistros com motociclistas, ciclistas e veículos de passeio. Em Guajará-Mirim, acidentes envolvendo animais já foram registrados anteriormente, inclusive com vítimas fatais, situação que reforça o alerta da população para uma atuação mais efetiva do poder público.
Além dos equinos, moradores também cobram providências em relação ao crescente número de cães abandonados circulando pelas ruas da cidade. A comunidade defende que o município busque mecanismos de controle e fiscalização, incluindo a implantação de um Centro de Zoonoses ou estrutura semelhante para recolhimento, acompanhamento veterinário e identificação de animais abandonados ou deixados soltos por seus proprietários.
A legislação brasileira prevê responsabilidade dos donos por danos causados por animais soltos em vias públicas. O Código Civil Brasileiro estabelece que o proprietário responde pelos prejuízos provocados pelo animal quando houver negligência na guarda. Já o Código de Trânsito Brasileiro determina que órgãos municipais devem atuar na preservação da segurança no tráfego urbano.
Diante da recorrência dos casos, moradores pedem maior fiscalização, campanhas de conscientização e medidas preventivas que possam evitar novos acidentes e garantir mais segurança para condutores e pedestres nas avenidas da cidade.