
Ingênua a justificativa do deputado federal Marcos Rogério (PDT-RO) para responder a reportagem sobre os R$ 100 mil recebidos da construtora Queiroz Galvão suspeita de participar do cartel de empreiteiras do esquema criminoso da Petrobras. O parlamentar jogou a culpa nos dirigentes do PDT ao explicar que o dinheiro da empresa foi repassado ao Diretório Nacional e, posteriormente, as contas do comitê de campanha do deputado. A desculpa não colocou porque todos sabem que Marcos Rogério ganhou graças a estrutura do senador Acir Gurgacz, líder do PDT no Senado e presidente regional da legenda. Com certeza, Acir sabia do dinheiro da Queiroz Galvão e determinou o repasse ao seu colega Marcos Rogério, que já despontava como favorito nas eleições para Câmara Federal.
Não é a primeira vez
Nas redes sociais, muita gente lamentou o envolvimento do parlamentar de Ji-Paraná. Mas é bom lembrar que não é a primeira vez que ele se envolve em escândalo. Marcos Rogério destinou R$ 44 mil da verba indenizatória a produtora de Márcio Bortolotti, cujos irmãos Marcos e Rosilene estavam lotados à época em seu gabinete. Como nesse país, verba indenizatória é tratada como “bônus financeiro” dos deputados e senadores, o assunto caiu no esquecimento.
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