O deputado Neidson Soares (PT do B) participou na tarde do último sábado (28), de uma reunião com a Associação dos Moradores do Distrito do Araras, distante 70 quilômetros de Guajará-Mirim. Pautada pelo impacto da construção das usinas hidroelétricas no meio ambiente e na vida das pessoas, a reunião aconteceu num barracão anexo à igreja Assembleia de Deus naquela localidade e contou com as presenças do engenheiro Jorge Luiz, diretor do Instituto de Ciências e Pesquisas de Ensino do SENGE, e do vereador de Nova Mamoré, Mário Alberto (PDT).
A abertura do encontro foi marcada pela palestra do engenheiro, que em linguagem técnica procurou transmitir para as humildes pessoas que ali se achavam, coisas que lhes são por demais familiares, ou seja, os fenômenos naturais que os afetam no cotidiano de suas vidas. Segundo Jorge Luiz, a construção de mais uma usina nas imediações da localidade Ribeirão, iria se constituir num desastre de horríveis proporções para todo o Estado e não somente para as regiões acercadas.
Por considerar inviável a construção desta terceira usina, o engenheiro espera contar com o apoio de segmentos da sociedade que se preocupam com o futuro do Estado de Rondônia no sentido de pressionar o Governo Federal a cancelar tal empreitada. O engenheiro baseou seu discurso em laudos técnicos, análises de diversos aspectos, números, achados e informes que responsabilizam a construção das usinas de Jirau e Santo Antônio como a principal causadora das alagações que ocorreram no ano de 2014. ”A maior culpada pela calamidade social que ocorreu ano passado foi a ganância do Governo Federal, que devido a trabalhos incorretos e estudos malfeitos, fez com que muita gente perdesse suas habitações, plantações, lavouras, rendas de sustento e afora as micro e pequenas empresas que tiveram altos prejuízos”, desabafou Jorge Luiz.
Mais razoável e menos radical, o deputado Neidson Soares disse que acompanha a angústia da população do Distrito e que está disposto a ajudar e contribuir no sentido de suplantar os problemas que os afligem. Entende o parlamentar que as soluções para a celeuma que envolve a questão das usinas precisam sair das pranchetas dos técnicos para tornarem-se realidade na vida das pessoas que hoje se encontram mais afastadas do processo de cidadania.
No debate sobre a construção das usinas de energia do Rio Madeira, não raro a emoção vem tomando conta das discussões. Quando não parte dos ecologistas radicais, o bombardeio é lançado por alguns segmentos do Governo que com frequência estão fazendo o jogo de interesses de políticos ligados à esfera federal, empresas e tecnocratas despidos de qualquer espécie de lógica racional.
É ouvindo os dois lados da mesma moeda e buscando soluções de consensos que o deputado Neidson Soares pretende encontrar as respostas factíveis que num futuro próximo poderão ajudar a melhorar a qualidade de vida destas pessoas, hoje à mercê das inconstâncias da situação.
Fonte: Fabio Marques
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