
Porto Velho, Rondônia: Oito em cada 10 assassinatos em Rondônia têm relação direta com as drogas. A constatação é de um levantamento feito pelo Núcleo de Estatística (Naec) da Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec).
De janeiro à dezembro de 2014, a Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Contra a Vida registrou 149 homicídios. Ainda conforme dados da polícia, as vítimas são do sexo masculino, com idades entre 18 e 40 anos.
As armas de fogo são o principal meio causador de mortes. Apenas 1% dos crimes, envolve crimes passionais e vingança não envolvendo o tráfico, a exemplo de agiotagem, estelionatos e brigas de vizinhos.
O número de homicídios dolosos (quando há intenção de matar), caiu 12,82% no Estado de Rondônia em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2014.
De acordo com o Núcleo de Estatística da Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania, foram registrados 34 assassinatos em 2015, contra 39 ocorridos no mesmo mês do ano anterior.
Uma das maiores quedas foi verificada em Porto Velho, um recuo de 28,57%, com o registro de 10 ocorrências este ano, contra 14 do ano passado. No interior do Estado, a redução foi de 4%.
Em 2014, o índice de homicídios elucidados também aumentou o percentual de variação de 75% para 80% em relação a 2013.
O delegado da Divisão de Homicídios, Jeremias Mendes de Souza, argumenta que usuários de drogas, que não arcaram com suas dívidas, somam o grande percentual das vítimas de homicídio do ano passado.
“Apenas, 1% dos crimes são casos passionais e vingança não envolvendo o tráfico", concluiu.
De acordo com o secretário da Secretaria de Segurança e Defesa da Cidadania, Antônio Carlos dos Reis, a taxa de homicídios é o principal indicador utilizado para medir a eficiência de ações na área da segurança pública.
Dentre as justificativas para a curva descendente dos índices de criminalidade violenta, disse ele, estão as operações integradas entre as polícias Militar e Civil, com a intensificação do patrulhamento ostensivo, com a retirada de armas ilegais das ruas e à investigação de crimes, identificação e prisão de autores, além de designação de delegados para todas as comarcas do Estado.
“Temos certeza do dever cumprido. Sabemos que segurança pública é um tema difícil, e os resultados nem sempre se apresentam na mesma proporção dos investimentos. Mas, estes resultados são bem satisfatório e expressivos”, destacou.
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