Uma menina de dez anos engravidou após ser estuprada pelo próprio pai em uma aldeia indígena de Dourados, no Mato Grosso do Sul. A gestação foi descoberta por acaso durante uma campanha de vacinação contra a gripe, uma atividade da escola, que levou as crianças para tomarem vacina contra a gripe em um posto de saúde da cidade.
Os enfermeiros desconfiaram do tamanho da barriga da criança, realizaram exames e descobriram que ela estava grávida de cinco meses.
O Conselho Tutelar e a mãe foram chamados e, depois de muita conversa, a menina contou que foi abusada pelo próprio pai.
A conselheira Janine Matos, que acompanha o caso, levou a menina para fazer exame de conjunção carnal e registrou boletim de ocorrência. Agora, a intenção do conselho é evitar que o pai se aproxime da filha, informou Janine.
— Vamos nos dirigir até a casa para saber se ela está na casa da avó, se o pai está se aproximando ou não, porque a primeira ação é afastar o abusador de perto da criança para que não ocorra outras situações.
De acordo com as informações, a mãe não sabia que a filha tinha sido estuprada nem que estava grávida. Segundo a conselheira, a mãe disse que vai expulsar o pai da filha de casa.
O Conselho Tutelar denunciou o pai da criança, que está foragido. Amigos e famílias não tem nenhuma informação do seu paradeiro. A Conselheira Tutelar Carleuza Batista entrou em contato com a mãe da criança que garantiu que não haverá aborto. A criança esta sendo bem orientada, e com devido cuidados já que pela pouca idade da menina, segundo a Conselheira, “ela se mostra inocente, e não tem a absoluta noção do que está acontecendo.”
Fonte: Diário Digital