O encontro aconteceu na ensolarada tarde de quarta-feira (10) em uma chácara situada no Quilômetro 14 da Primeira Linha do Distrito do Iata, e reuniu cerca de cinquenta pessoas entre donos de terra, gente ligada ao agronegócio e pequenos sitiantes. Também estiveram presentes ao evento, a Secretária Regional Genilda flores, que representou o governo do Estado, a presidente da Colônia dos Pescadores de Guajará-Mirim, Gerônima Melo e os assessores políticos Ricardo Oliveira e Ruy Dárcio, que representaram o deputado estadual Neidson Soares.
O objetivo da reunião consistia na celebração de acordo de doação de uma pequena porção de terra cultivável firmado entre a Associação dos Pescadores e a aposentada Maria Ozanir, que reside nas cercanias, mas que pelos rumos tomados, o termo inicial do negócio parece ter voltado à estaca zero.
Pela proposta da Associação, este espaço seria utilizado para a montagem de criadouros de pescados a fim de sanear as dificuldades do segmento em relação à epopeia que é se aventurar nos últimos tempos a procura das espécies cada vez mais escassas e também em relação aos obstáculos impostos pelo Governo Federal que tem criado tudo quanto é tipo de arrocho e empecilho para a profissão do pescador.
A boa intenção de dona Ozanir encontrou barreiras na oposição de alguns de seus filhos ao acordo pré-fixado. Estes chegaram a questionar o que sua genitora ganharia em contraparte com a cedência desta área de terreno e também a questão do inventário, uma vez que os mesmos são partes no ritual de partilha.
Sugestões não faltaram, desde a proposta de contrato de comodato por tempo a se definir, até que a Associação obtenha robustez para efetuar a compra em definitivo da terra cedida, conforme avaliação de mercado, até a cedência para a doadora, de um viveiro pesqueiro dentre os que pretende construir, à disposição da proprietária para produzir, comerciar, arrendar ou especular ao seu bel modo de organização.
De fato, Dona Ozanir nada perderia se viesse a aceitar as propostas da Associação. A intenção da Associação de Pescadores prioriza o conjunto de políticas de incrementos tanto ao doador do minifúndio como aos associados, gerando vantagens econômicas para ambas as partes através de atividades correlatas que hoje dependem de vultosos investimentos do Governo Estadual. Um projeto concreto de infraestrutura e logística para a construção dos viveiros iria não somente minimizar os problemas e agonias do setor pesqueiro, mas também alavancar toda a economia agrícola alojada em torno do cinturão voltado para a indústria pesqueira, elevando a produção agrária e ampliando rendas e salários de sitiantes e empregados.
Enfim, tudo é questão de consenso.
Fonte: Assessoria
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