
Construções irregulares, calçadas necessitando de reparos, esgotos a céu aberto, casebres caindo aos pedaços, bêbados que disputam espaço com ratos, baratas, moscas, garrafas e entulhos, e fortes odores de bebida alcoólica, urina e coliformes por toda a extensão do corredor ao lado dos estandes onde são servidos alimentos. Eis o retrato do outrora pujante Mercado Municipal nos dias de hoje.
Na segunda-feira (15), em visita de rotina a este logradouro, a reportagem se deparou com o descaso com que vem sendo tratada a construção e arredores, e a falta de respeito para com os cidadãos que frequentam aquele ambiente. Logo na entrada, pode se constatar que mais da metade do material encostado pela Prefeitura há cerca de um ano para a reforma completa do galpão aonde acontecem as operações de descarga de queijo nas sextas-feiras, aos poucos foram levados por populares. A calçada que dá acesso ao pavilhão onde se localizam os boxes que trabalham com venda de iguarias, encontra-se toda quebrada e no interior do local, o sistema de canalização de detritos transbordou deixando as pessoas expostas ao perigo de doenças infecciosas. Há lixo e sujeira espalhados toda parte.
Em tom de irritação, dona Rosemar Oliveira, 44 anos, que trabalha há mais de vinte anos no local, reclamou da sujeira reinante e de alguns boxes que estão sendo utilizados como casa de morada por bêbados e vadios. “Os noiados e pés-inchados estão tomando de conta do Mercado. Os roubos são frequentes, até porque não há segurança. Quem não quiser ter sua loja roubada tem que se cotizar junto à outros lojistas para pagar um vigilante”, desabafou.
Em conversa com as cozinheiras e atendentes que comercializam quitutes e salgados, estas disseram que já fizeram reclames acerca do desleixo para o atual administrador do Mercado, mas que até o momento não obtiveram respostas.
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Autor: Fábio Marques
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