Desde o dia 3 de agosto estar em vigor o Sistema de Aduana Integrada entre Guajará-Mirim e Guayaramerin na Bolívia. A cobrança de impostos para importadores bolivianos já gerou protestos no país vizinho e também insatisfação dos exportadores brasileiros.
Os dados da Associação Comercial apontam que as exportações caíram cerca de 90% depois da implantação da modalidade. O motivo seria o alto valor dos impostos e a burocracia. É o que afirma o presidente da Associação Comercial de Guajará-Mirim, Delny Cavalcante.
Com a implantação do sistema de aduana integrada os importadores bolivianos tem que pagar impostos sobre valor agregado, sobre frete e o seguro da mercadoria que vai ser levada para a bolívia. Essa taxas poderão elevar o preço das mercadorias em até 30%, o que inviabiizaria as exportações de Guajará-Mirim para a Bolívia.
De acordo com informações de empresários bolivianos, várias mercadorias já estão em falta em Guayaramerin e a situação pode ficar cada vez pior, se a medida não foi revista. O delegado da Receita Federal de Porto Velho, Michel Teodoro, informou que este tipo de aduana já está atuando normalmente em outras áreas de fronteira. Em Guajará-Mirim, a Receita Federal vai intervir para que o processo seja mais rápido.
Michel Teodoro – delegado da Receita Federal de Porto Velho
Tudo indica que um dos principais meios da economia local, as exportações para a Bolívia, vai continuar travado, causando prejuízos enormes para grandes e pequenas empresas. O resultado pode ser o desemprego em massa. Cadê os nossos parlamentares estaduais e federais, que a tudo estão observando, mas sem nenhuma iniciativa benéfica, já que o problema com as exportações locais existe há quase dois meses.
Fonte: Estação News.
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