Confesso que invejo qualquer pessoa que escreve depressa, às vezes sem pensar e consegue fazer um texto decente. Não é o meu caso. Em meu esquema de redação, primeiro faço anotações sobre o assunto e somente depois que detenho um bom apanhado de informes é que começo a ajustar as peças do quebra-cabeça. É por isto que admiro a maneira incomparável de escrever e a firmeza com que aborda os assuntos, do técnico em administração Aluízio da Silva, um ícone do jornalismo em Guajará-Mirim.
Aluízio da silva detém um estilo versátil de escrever ao reportar os assuntos cuja fidelidade aos fatos é a excelência em suas matérias. Uma sinopse de sua história dá algumas pistas para a sua grandeza. Começou na Rádio Educadora onde atuava como radio-jornalista no extinto programa “Titulares da Informação” e também mantinha um programa musical de muito sucesso nas noites de sábado, o “Forrozão” da Educadora”. Formado em administração da primeira levada do colégio Rocha Leal, com especialização em administração pública, Aluízio da Silva teve bom trânsito nas esferas da administração municipal e no legislativo estadual, atuando como secretário da pasta de administração em pelo menos três governos que se passaram na cidade e como assessor parlamentar na Assembléia do Estado nos anos 80.
Católico praticante, Aluízio é orador oficial das missas dominicais da Igreja do Divino e participante com voz ativa nos assuntos e debates que envolvem a Associação do Bairro São José, onde reside até hoje. Fanático por futebol e em particular pelo time para o qual é torcedor, o Flamengo do Rio de Janeiro, também já se envolveu com o esporte bretão em G.Mirim, inclusive como técnico do América Futebol Clube à época em que Guajará-Mirim tinha futebol de postura técnica e tática para enfrentar qualquer equipe da Amazônia. Em sua vida pessoal é o tipo de gente que detesta conversa fiada. Economiza na fala e é reclamão no indignar-se com aquilo que acontece de errado na cidade, chegando ás vezes a ser raivoso no texto. Parece desconfiar de tudo e de todos, mas acima de tudo, de si mesmo. Como cidadão do povo, hoje é fácil encontrá-lo no Recanto do “Cara-de-jaca” no bairro Triângulo jogando um dominó todas as tardes em meio a pescadores, “chapas” e “pés-inchados” sem nenhuma frescura. Tai exposto o retrato falado deste artista das palavras.
Embora ainda escreva nas antigas máquinas Olivetti, aos poucos vai tomando intimidade com o teclado do computador. Nesta cidade não conheço ninguém melhor que Aluízio da silva para elaborar projetos, redigir ofícios, requerimentos, escrever artigos e matérias sobre fatos políticos ou até mesmo sobre o cotidiano popular.
Numa cidade em que a fogueira das vaidades costuma incendiar mentes e corações tanto de radialistas como de jornalistas, gente que não está muito aí para a modéstia, de vez em quando me pego pensando em Aluízio da Silva, um cara altamente correto, administrador, professor, radialista, jornalista e cidadão que no momento atual não tem obtido sucesso na empreitada de colocar à disposição dos poderes que hoje se constituem na cidade, seu honroso trabalho. Uma lástima! Uma vez que a “aproveitação” da prestação de serviços que este excelente profissional tem a oferecer é de extrema relevância para toda a sociedade guajaramirense.
Autor: Fábio Marques
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