Com atraso de duas horas devido a um imprevisto ocasionado por um “blackout” de energia causado mais uma vez pela sucessão de falibilidades e má prestação de serviços da empresa Eletrobrás, que afetou todo o Estado desde às 15:00 horas, a Audiência Pública proposta pelo deputado Neidson Soares (PT do B) que visava debater a situação dos alagados na enchente de 2014, e que ocorreu na Igreja Assembleia de Deus, Ministério Madureira no bairro 10 de Abril, em Guajará-Mirim na tarde de sexta-feira (18), contou com a ampla participação da população afetada que buscava suporte e garantia de forma a minimizar suas aflições junto às esferas de poderes presentes naquela reunião.
Como o próprio nome já diz, toda Audiência Pública é aberta para aqueles que desejam extravasar seus reclames e reivindicações através da palavra. E foi o que fizeram moradores, sitiantes, chefes de associações, empresários , enfim, todos os que sofreram ou tiveram prejuízos com a enchente.
No altiplano da pirâmide dos reclames, as injustas “migalhas” que foram ofertadas para a população afetada, pessoas que apesar de afetadas de forma direta pela enchente, ficaram fora do programa de ajuda do Governo e o atraso ou bloqueio de auxílios. Em alguns momentos, os ânimos entre os partícipes se acirraram e o clima chegou a esquentar no calor dos debates.
A convite da Assembleia Estadual, a responsável pelo programa do Governo para os alagados, ligada à Secretaria de Assuntos Estratégicos, Zilene Rabelo, explicou que os benefícios assistenciais constantes no Programa Vida Nova (mil reais, parcela única) e Auxílio Social (mil reais em 06 parcelas) são temporários para as pessoas que ainda se encontram em situação de vulnerável aspecto social e econômico, ou seja, não tem caráter de implantação efetiva.
Ainda em sua exposição, Zilene disse ser preciso obedecer alguns critérios listados para se obter direito aos programas, tais como ter moradia própria ou cedência do imóvel. Salientou que todos os afetados deverão receber a visita de uma equipe técnica de vistoria a fim de prorrogar ou não a recepção dos proventos, e que após a realização de todo um processo calcado nos entraves da burocracia, é que haverá a “batida no martelo” sobre a situação dos alagados. No entanto, garantiu a todos os que fizeram cadastro ou encontram-se com seus auxílios em atraso, que irão receber.
Em sua fala, o presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho, também presente ao evento, atestou que é preciso que o Governo efetue uma reavaliação de todos os critérios e trabalhar projetos, planilhas e programas que resultem em fatores positivos a fim de ajudar a todas as famílias que de forma direta ou indireta foram afetadas pela catástrofe natural.
O deputado Neidson Soares, reforçou o pedido de Maurão de Carvalho para que sejam revistos todos os critérios e protestou pedindo mais agilização por parte do Estado para o pagamento dos alagados “O Estado tem o dever previsto de atender o interesse público e promover o bem comum. O Estado, como atuante direto nos problemas da população, tem a obrigação de realizar políticas públicas voltadas para as pretensões de todos os cidadãos, buscando soluções para os problemas que não puderam ser previstos”, disse o deputado.
A enchente de 2014 foi a maior já ocorrida na região nos últimos cem anos e não escolheu distinção de classes sociais. Atingiu tanto o humilde assalariado como também o servidor público, os autônomos e comerciantes que tiveram prejuízos materiais e psicossociais devido ao isolamento, a carestia e o abandono de suas residências.
A Audiência Pública idealizada pelo deputado Neidson Soares terminou por volta das 20:00 horas. Participaram da composição da mesa, além do próprio deputado, os parlamentares Maurão de Carvalho e Jesuíno boabaid, a representante da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Zilene Rabelo, o vereador Augustinho Figueiredo e a presidente da OAB Cherislene Souza.
Fonte: Assessoria Parlamentar
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