Dezenas de indígenas das mais diferentes etnias concentradas no Município de Guajará-Mirim estão ocupando as instalações da sede da CASAI – Casa de Saúde Indígena, onde fazem uma série de reivindicações, especialmente na área de saúde.
Um dos líderes do movimento, Gilmar Augusto Oro Não, da comunidade de Cajueiro, no rio Pacaás Novos, disse que aguardam ainda hoje a chegada do Coordenador do DISEI, que vem de Porto Velho, para ouvir as reivindicações da população indígena.
O vereador Arão Hara, um dos representantes indígenas na Câmara Municipal – o outro é o vereador Roberto Oro Win, o Nhampá – acompanha de perto o movimento e presta apoio a seus “parentes”.
Da pauta de reivindicações fazem parte itens como: criação de distrito; contratação de médicos especializados nas áreas; recursos disponíveis para emergência; convênio de compra de medicamentos no município; criação de casas de apoio nos Distritos de Surpresa, na Aldeia Santa André e município de Nova Mamoré; piloto e motorista com ponto fixo em cada aldeia; tratamento de pacientes com hepatite; contrato de veículo; carro oficial e indicação do Chefe da CASAI.
Os líderes do movimento reivindicatório esperam uma decisão o mais rapidamente possível por parte dos dirigentes maiores da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) em Rondônia e em Brasília.
Segundo eles, são muitas as carências enfrentadas pelo povo indígena em todo o território físico de Guajará-Mirim. Em consequência, são sacrificados e a maior carência sentida é no atendimento médico.
Fonte: Guajará Notícias
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