Os agentes foram convocados pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários de Rondônia (SINGEPERON) para um manifesto que vai durar cinco dias, mas as atividades no sistema não serão paralisadas.
Em Guajará-Mirim, a concentração está acontecendo em frente ao presídio feminino. A paralisação denominada operação legalidade começou nesta quinta e segue até a próxima segunda feira, dia 26.
Agente penitenciários em Porto Velho – Foto: Rondoniaovivo
No primeiro dia, o manifesto teve maior adesão em Porto Velho. Anderson Pereira, presidente do sindicato, garantiu que nenhuma atividade da categoria foi suspensa ou paralisada dentro das mais de cinquenta unidades prisionais do estado. Segundo ele, o movimento é pacífico e foi organizado para mostrar ao Tribunal de Justiça, os problemas que a categoria enfrenta para desempenhar suas funções.
“Dentro e fora dos presídios as atividades continuam normais, não houve nem vai haver paralisação do pessoal. Vamos respeitar a decisão da justiça mas na mesma medida, vamos cobrar que sejam aplicadas ao governo, a sanções para o estado cumpre com suas obrigações”, disse ele, relatando uma série de fatores que alega justificarem o movimento.
A categoria, de acordo com Pereira, precisa de melhores condições de trabalho, e cita que os agentes atuam hoje sem um número suficiente de algemas, munição letal e não letal e principalmente, são submetidos a uma carga horária desgastante, devido o déficit operacional.
“A gente possui pouco mais de dois mil e cem agentes, quando o estado precisa de pelo menos mais seis mil para suprir a demanda”, alerta.
Em Guajará-Mirim cerca de 300 agentes atuam em três unidades prisionais. os profissionais informaram que por determinação da justiça, não podem mais realizar vistorias íntimas ou consideradas vexatórias nos parentes que vão visitar os presos.
As revistas deveriam ser feitas com equipamentos como scanner, detector de metal e aparelhos de raio-x, mas segundo os agentes penitenciários, nem todas as unidades possuem esses equipamentos. Em decorrência disso, constantemente são apreendidos no interior dos presídios celulares, drogas e até armas brancas são apreendidos constantemente no interior dos presídios.
Fonte: Estação News
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