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A VIOLÊNCIA CONTINUA. E O POVO SOFRE

09/12/2015 às 10h30
Por: João Teixeira
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A VIOLÊNCIA CONTINUA. E O POVO SOFRE

                                                                                                       *Aluizio da Silva

Nunca na história de Guajará-Mirim – e olhem que isto já passa de 86 anos – se registrou tanta violência como nos dias atuais. Todos os dias os meios de comunicação anunciam roubos, furtos, assaltos, agressões, acidentes de trânsito e os mais variados tipos de violência contra o ser humano.

A polícia cumpre seu papel e quase sempre consegue prender os autores desses atos condenáveis por qualquer cidadão de bom senso. Ocorre que, com a brandura de nossas leis vigentes, logo são postos em liberdade, quando não após ouvido pela polícia, logo no dia seguinte.

A quem cabe a responsabilidade pela mudança dessas leis? Ao Congresso Nacional, sem dúvidas. Mas não se tem notícia de qualquer ação por parte do Parlamento nesse sentido. E o povo continua sofrendo. E nem o próprio governo se manifesta nesse sentido.

Diariamente, em todo o território nacional, se ouve, se lê e se assiste ações criminosas que assustam qualquer ser humano. Aqui em Guajará-Mirim, até gangues surgiram para atormentar nossa outrora pacata cidade. E aí os mais velhos lembram e sentem saudade do tempo do famoso Capitão Alípio, com quem malandro “não se criava”. Claro que os tempos eram outros e as leis mais severas, mais duras. Hoje bandido bate no peito e diz em alto e bom som: ”Roubo mesmo porque não vou preso. Se a polícia me levar, eu saio logo”.

O bandido rouba o cidadão de bem e ainda o ameaça. O roubo de motos na cidade virou rotina. Quando preso, o ladrão é logo solto e a vítima corre o risco de ser perseguido pelo bandido.

Reuniões, encontros, discussões pela cúpula da segurança do Governo Estadual não tem surtido efeito prático em nenhum município rondoniense, muito menos em Guajará-Mirim.

Os especialistas costumam atribuir a causas sociais a opção de um ser humano pelo caminha do crime. Citam filhos de casais separados, a falta de instrução, e um monte de outras causas. Particularmente não creio nessa tese. Afinal, o ser humano, à proporção que vai crescendo, se desenvolvendo, passa a saber distinguir o certo do errado. Assim, passa a saber que roubar, matar, agredir, é errado.

Creio que falta, além da orientação e acompanhamento dos pais (quando esses jovens têm), a participação em uma igreja, seja ela de que credo for. Afinal, Deus não quer que seus filhos pratiquem atos condenáveis. E nunca se ouvir falar que “fulano foi preso porque estava em uma igreja rezando”.

*Administrador e Jornalista- Membro da Academia Guajaramirense de Letras (AGL)

 

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