
*Aluizio da Silva
A convite do advogado, empresário e escritor Paulo Saldanha, um grupo de pessoas da imprensa foi tomar o café da manhã no sábado, 27, no Hotel Pacaás, localizado a cerca de 20 minutos do centro da cidade, na confluência dos rios Pacaás Novos e Mamoré, um dos mais lindos pontos turísticos de Guajará-Mirim. Convidado por esses amigos, integrei a comitiva.
E revi o Paulinho – era assim chamado quando jogava futebol do Glorioso Guajará-Esporte Clube, nas décadas de 60 e 70 ao lado de outros craques como Simão Salim, Daniel Perez, Joãozinho (o hoje João Pomba), Flavinho (o Flávio Lins Dutra, (irmão de Joãozinho), o goleiro Sabão, o Zé da Caçamba, o Estácio, Pacula e tantos outros de saudosa memória – hoje consagrado escritor, dono de um estilo próprio e dominador das palavras, retrata em seus livros e artigos histórias que marcaram a vida de nossa cidade.
Nesse diapasão de fatos – e até “causos” – Paulinho destaca figuras como a do Capitão Alípio e aborda com muita precisão e coerência o problema hoje existente na área de segurança pública em Guajará-Mirim, isto no livro “Os Três Xerifes da Fronteira” que ganhei dele de presente – autografado e com dedicatória – e já comecei a ler no final de semana.
Na conversa com o escritor e amigo, juntamente com o radialista e também amigo AbrahimCuellarChamma, por sermos os mais velhos do grupo presente ao café da manhã, enfocamos muitos fatos de décadas passadas e por nós vivenciados. E haja história prá gente comentar. O tempo foi pouco, apesar de ser mais de duas horas de papo.
E falamos de Simão Salin, de Pernambuco, de Alzira Chamma, enfim de pioneiros que aqui viveram e deram tudo de si por nossa cidade.
Como bom observador, Paulinho ressalta que “os valores foram invertidos” e “os jovens de hoje são muito diferentes dos de nossa época, pois naquele tempo não existia droga em excesso como nos dias atuais”.
Inspirados pela beleza do local, relembramos histórias que marcaram nossas vidas. E do local voltamos à cidade envolvidos em um misto de alegria e tristeza. Alegria pelo fato de revivermos bons tempos de nossas vidas. Tristeza pelo fim do papo que nos levou a bons tempos de nossa história e que jamais voltarão.
*Aluizio da Silva
Administrador, Jornalista e Radialista. Membro fundador da Academia Guajramirense de Letras (AGL).
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