Já fazia muito tempo que o ex governador e hoje senador Ivo Cassol não tinha nada a comemorar. Condenado num julgamento em que ficou provado que ele não desviou um só centavo de dinheiro público (está escrito na sentença condenatória), Cassol teve praticamente interrompida uma carreira política, até então recheada de sucessos eleitorais. Enquanto ainda busca os últimos recursos dessa condenação exagerada e, repita-se, injusta, Cassol conseguiu liderar, no país, uma luta em defesa dos doentes de câncer. Ele iniciou a batalha, que começou no Senado e se espalhou, incluindo-se aí a Câmara Federal, para que o uso da fosfoetanolamina sintética pudesse ser usada em pacientes com estágio avançado da doença, mesmo antes de ter a permissão da Angevisa. Aliás, a Angevisa também tem que cumprir um ritual burocrático dos infernos, até liberar algum medicamento. E os doentes de câncer não têm mais nada, principalmente tempo. O assunto foi para a discussão no Congresso e foi aprovado na Câmara Federal, permitindo o uso do medicamento, que em alguns casos têm tido surpreendente resultados positivos.
Depoimentos de doentes que já tinham até metástase teriam tipo uma melhora impressionante. Casos de curas definitivas e inexplicáveis não são raros entre os doentes, que tiveram acesso a esse novo medicamento. Cassol tem seu jeito, como cada um é diferente do outro. Mas sempre foi sensível às coisas que envolvem a vida das pessoas. Sua campanha a favor dos doentes de câncer, só ela, já valeria sua entrada na vida pública. Há quem ache que o mais importante é seguir regras e leis burocráticas. Podem estar até certos. Mas não deixam se ser injustos. Cassol pode ter mil defeitos. Mas não mereceria a condenação que sofreu. E merece o reconhecimento por sua ação, nesse caso da luta pelo câncer.
Fonte: newsrondonia
Mín. 20° Máx. 34°

