Na manhã desta segunda-feira (14), vários servidores do Hospital Regional Perpetuo Socorro de Guajará-Mirim, decidiram realizar uma paralisação por causa do salário em atraso.
Os servidores justificam a paralisação alegando uma série fatores, dentre eles a falta de material penso, de medicamentos e o sucessivo atraso no pagamento de seus vencimentos. Eles salientam que a parada é temporária e somente os serviços de urgência e emergência estão sendo realizados. Assim, segundo os servidores, apenas 10% (dez por cento) deles realizam os trabalhos no interior da unidade de saúde.
O vereador Jorge Câmara (PV), que também é radialista e apresenta o programa “Falando a Verdade” na Rádio Rondônia FM – 89,9, de segunda a sexta-feira, das 08 às 09h da manhã, esteve no HR para verificar de perto os problemas, e após ouvir alguns funcionários da unidade, dirigiu-se até a sala da Administração da Unidade recebeu da diretora Creuza a informação de que os processos de aquisição de medicamentos, material penso, manutenção das ambulâncias e alimentação estão todos em andamento e muitos estão para a CPLMO e que todos dentro do prazo normal e declarou não saber porque de tanta demora para que o material seja providenciado. Indagada sobre a eventual falta de material de emergência e de urgência, a diretora disse ao vereador que não, pois tem recorrido a outras unidades de saúde do município e tem conseguido suprir as necessidades do hospital.
Jorge Câmara afirmou à diretora que iria levar o fato ao conhecimento da secretária municipal de Saúde, professora Sâmia Gonçalves de Melgar, e a real situação também ao prefeito Dúlcio da Silva Mendes (PT), assegurando que, durante a edição de seu programa de rádio, vai explorar o assunto juntos aos ouvintes e que na próxima sessão da Câmara Municipal vai levar o assunto à tribuna da Casa, classificando de desrespeito aos usuários do SUS e aos funcionários. Os usuários do SUS, porque sofrem com a falta de material e medicamentos; os servidores, com o atraso de seus vencimentos, além das péssimas condições de trabalho. Classificou de inadmissível a situação atual da saúde e afirmou que não pode concordar com tal situação instalada na saúde de nossa cidade.
Ao vereador, alguns funcionários disseram que as contas de água, luz e outras não esperam e o atraso em seus pagamentos não podem acontecer, como vem acontecendo. Temendo represálias por parte de seus superiores, vários servidores afirmaram ser comum a falta de medicamentos de urgência e emergência, assim como a falta de ambulâncias para fazer o transporte de pacientes em estado grave para a Capital ou receber atendimento médico com especialista e que falta até mesmo alimentação para os pacientes.
A reportagem esteve na Secretaria Municipal de Saúde (SEMSAU),cujas instalações ficam anexas ao prédio do Hospital Regional para ouvir a secretária Sâmia, mas ela não foi encontrada.
Fonte: Guajará Notícias
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