
Alojamentos sem aparelhos de ventilação, colchões rasgados, vidraças das janelas dos quartos de enfermos quebradas, banheiros em estado precário com consertos e reparos realizados na base da gambiarra, tomadas elétricas e fiações soltas, caixa de divisão de energia sem nenhuma proteção, bebedouros sem água potável. Este é o fúnebre cenário que se apresenta à primeira vista a todos aqueles que hoje precisam de atenção às suas saúdes, que propicia o Hospital Regional de Guajará-Mirim.
O Hospital Regional está doente e em estado terminal. Hoje até os médicos e empregados deste complexo de atenção à Saúde, estão assombrados com a situação de caos em que se encontra esta unidade hospitalar. Está faltando tudo. Todos os pacientes estão comprando por força da obrigação os remédios que precisam para recompor o estado de suas sanidades ou suas forças físicas, do contrário, morrerão à míngua por falta de alívios fármacos para suas doenças.
Na farmácia básica acabaram os remédios de urgência e até materiais de uso contínuo como equipo-macro para a aplicação de soros, esparadrapos, algodão, álcool, gaze, mertiolate. No pronto-socorro, as duas centrais de ar-condicionado estão quebradas há meses e até o momento nenhuma satisfação foi passada pelos gestores a respeito de um possível reparo para a situação.
E a coisa não para por aí. O mau cheiro que exala de todos os banheiros é de dar náuseas, embrulhos no estômago e ânsias de vômito tanto aos enfermos como às visitas. Há rachaduras por quase toda a estrutura do edifício. A antiga cozinha continua parada, com piso cedendo, forro caindo e dejetos de pássaros por todos os arredores. Não há previsão de reforma. Do lado fora, ambulâncias estão paradas por falta de manutenção.
A baderna administrativa na área da Saúde Municipal hoje consegue atingir limites acima do suportável. O problema na Saúde não é de recursos, mas sim e no seu principal, de falta de gerência que não regula, não controla e nem informa a população sobre a situação da Saúde de Guajará-Mirim.
Resulta daí toda a equação deste funesto problema. A Saúde pública municipal está ao abandono, tratada com descaso pelas autoridades a quem competem poderes e responsabilidades para tais atribuições. A situação é de descalabro. Os serviços médicos e ambulatoriais prestados hoje pelo Hospital Regional são precários e não condizem com os recursos orçamentais alocados para o segmento. Ao contrário, está muito distante daquilo que se precisa para que se atinjam níveis condignos de sanidade e qualidade de vida.
A situação do Hospital Regional, além do descaso por parte da administração, é falta de respeito com a população.
Veja as fotos
Falta ventilador
Ventilador com defeito
Onde era setor de nutrição, se transformou em arquivo
Dejetos de pássaros por todos os arredores
Usuário do SUS teve que comprar
Sem tomada dentro do Pronto Socorro, fio sem proteção
Autor: Fábio Marques
Fotos: João Teixeira
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