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OBRAS INACABADAS E PROJETOS AO ABANDONO “ENFEITAM” PAISAGEM DE GUAJARÁ-MIRIM

13/05/2016 às 00h34
Por: João Teixeira
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Há tempos que é possível constatar a irritação popular com os atrasos de obras de construção e projetos de governos que, levados a cabo através de discursos políticos festivos, tiveram início, mas que hoje encontram-se ao abandono.

Baixado às águas em Novembro de 2015, o Barco-Hospital, projeto do Governo do Estado que consumiu quase Três Milhões e quinhentos mil Reais dos cofres públicos, até hoje não realizou a tão aguardada viagem inaugural. A construção deste complexo médico fluvial objetivava atender as populações ribeirinhas e indígenas de Brasil e Bolívia e também às cidades que margeiam os rios Mamoré e Guaporé.

Em visita às instalações desta construção náutica, a reportagem pôde apurar que a corrosão do tempo já começa a castigar a estrutura. A pintura, antes vistosa, decompõe-se aos poucos e a ferrugem inicia seu processo de desgaste na parte externa do casco metálico. Em seu interior, algumas lâmpadas estão queimadas e as janelas de vidro de um dos camarotes e de toda a fachada da cabine de pilotagem quebraram-se em virtude da última ventania.

Tirante estes acidentes de percurso, o Barco-Hospital está habilitado para realizar sua primeira viagem. Está faltando apenas guarnecer seus gabinetes de atendimento com a mobília hospitalar -que segundo fontes confiáveis, encontra-se guardada na Usina de Energia Jirau á espera apenas de ordem do governo para a instalação – médicos, equipes de enfermagem, aparelhos clínicos, remédios e, lógico, tripulação.

Com início de suas obras em Março de 2013, o Complexo Médico situado no bairro de Fátima, que o Governo do Estado em pomposa falácia eleitoral anunciou entregar no prazo limite de 365 dias, após três anos da jogada para a plateia, continua na promessa.

Dos 120 operários que iniciaram a mega-construção, hoje somente doze trabalham no monstrengo. Previsão exata para a entrega do hospital não existe. Segundo informes, para se concluir a obra, está faltando aditivos recursais da ordem de oito milhões de Reais. Ainda pelo que se conseguiu apurar, se estes recursos caírem no prazo de 180 dias, em até doze meses, a empresa responsável pela construção garante entregar o Hospital em plenas condições funcionais à população. Mas caso contrário, em seis meses, a Construtora paralisa suas operações e serviços.

É preciso que se esclareça que toda obra, construção ou reforma pública, absorve dinheiro da população. Para o efetivo controle das obras públicas, há que exigir o máximo de rigor nas suas distintas etapas: elaboração do projeto, contratação da empresa, execução e conclusão. Não é honesto o governo que permite que ocorra o que ocorre com estes projetos que hoje encontram-se parados ou ao abandono.


 


AUTOR: FÁBIO MARQUES

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