
Ribeirinhos que habitam as margens do rio Pacaás Novos, cenário de uma extraordinária reserva natural de Rondônia, estão enfrentando sérias dificuldades para seus deslocamentos. Segundo eles, o rio está seco e grande parte de seu lado está sendo tomada por “galhadas” (paus) que caem nas margens do rio e são levadas ao longo de seu leito.
O cidadão José Ribamar Soares da Silva, residente na localidade de Margarida e que nasceu em Costa Marques e tem toda uma vida dedicada à floresta, disse que seu povo precisa de apoio e órgãos que os ajudem. Acrescenta que o governo deveria liberar verbas para efetuar a limpeza dos trechos mais críticos do rio. E lamenta que os extrativistas não tenham um representante na área política.
Riba, como é mais conhecido, disse que os extrativistas deveriam se reunir e lançar um candidato a vereador para, durante seu mandato, lutar pelos direitos desse povo. E lamenta que muitos se lancem candidato a vereador e a classe acaba não elegendo ninguém para defender seus direitos.
De acordo com Riba, se o Poder Público pelo menos fornece combustível, os próprios moradores dessas localidades se reuniriam e, em sistema de mutirão, efetuariam a limpeza do rio, possibilitando melhores condições de navegação. Eles utilizam em seus deslocamentos de suas localidades para a cidade, e vice-versa, de pequenas canoas de madeira que são empurradas pelo famoso “motor rabeta” de pequenas cilindradas.
Riba disse que aquele povo sofre muito com o abandono a que é submetido pelo Poder Público. Há carência em todos os setores: educação, saúde, transporte, etc.
Livino Ferreira da Silva e Pedro Gregório Maciel, também extrativistas e moradores da Reserva (na foto com Riba) corroboram com as afirmações do seu companheiro Riba e dizem esperar mais dos políticos, pois “somos brasileiros e os verdadeiros guardiões das riquezas de nossas florestas. Por isso, precisamos de mais atenção de nossas autoridades”.
Fonte: Guajará Notícias
Texto: Aluizio da Silva – DRT-RO nº 549
Fotos: João Teixeira
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