
Com o plenário lotado por pessoas de todos os segmentos da população, aconteceu na manhã de sexta-feira (02) na Câmara Municipal de Guajará-Mirim, uma Audiência Pública com o objetivo de debater, analisar e encontrar soluções plausíveis para a crítica situação em que se encontra o sistema de Saúde Pública da cidade.
Presentes à reunião estavam o prefeito de Guajará-Mirim, Dúlcio Mendes, deputado estadual Neidson Soares, Secretária Municipal de Saúde, Sâmia Melgar e líderes de entidades ligadas à esfera da Saúde no âmbito municipal e estadual. Como anfitrião do evento, o vereador Célio Targino, presidente da Comissão de Saúde da Câmara, deu as honras da casa e recebeu autoridades e população.

Após a abertura oficial, os microfones ficaram a disposição para as pessoas presentes fazerem uso da palavra. Discursos exaltados e falas efusivas e em tom de revolta ao expor reclames ou sugerir propostas, constaram como tônica principal nesta arena de debates. Não faltaram neste tablado amplos debates acalorados entre membros partícipes ligados à conselhos de Saúde e Farmácia da cidade, que mais se assemelhou a intrigas de lavadeiras, mas que não chegaram a atrapalhar a importância do encontro.
A situação da Saúde Pública em Guajará-Mirim hoje é de desordem total e isto é fato provado. Envolto em um cipoal de desmandos e inoperâncias, o colapso no segmento sucumbiu no embargo do Hospital Regional por imposição de duas instâncias forenses. A decisão judicial dissolveu ainda toda a equipe de direção do complexo médico, além de estipular prazo para o Governo do Estado assumir a lambança deixada como herança pela administração petista na cidade.
Saúde é um direito de todos os cidadãos e obrigação do Estado. O problema da Saúde em Guajará-Mirim, todos sabem, é de caráter gerencial e quem está pagando o prejuízo é toda a população. Doentes tratados de forma desumana, má qualidade nos serviços essenciais, falta de remédios, falta de equipamentos, falta de materiais de uso da enfermagem como máscaras, toucas e luvas de proteção, falta de atenção básica, falta de limpeza e higiene, falta de saúde.
De discursos vazios e blá-bla-blás a população já está cansada. É preciso resgatar a Saúde da cidade através de políticas públicas responsáveis. É preciso valorizar o servidor da Saúde com melhorias em seus salários e criando condições de trabalho compatíveis com seus ofícios. É preciso adequar o Hospital Regional às condições impostas pelos tribunais forenses.
Uma outra Audiência Pública está marcada para esta segunda-feira (05) na sede do Tribunal Regional do Trabalho, espaço onde juízes, membros do MP, do Conselho Municipal de Saúde e Governo do Estado aguardam explicações cabíveis de prefeito e secretária de Saúde para este estado de coisas.
Autor: Fabio Marques
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