
*ALUIZIO DA SILVA
Com todo respeito que tenho pela figura do governador Confúcio Moura, de quem sou eleitor há anos, e como simpatizante de mais de 40 anos do PMDB (iniciei no partido em 1969 quando então chamava-se MDB) e participei ativamente da campanha de 1974, após retornar de Riberalta, na Bolívia, onde trabalhava, quando da eleição do saudoso deputado federal Jerônimo Garcia de Santana, o Homem da Bengala, de quem eu era fã e a convite de quem ingressei no partido de oposição à época.
Essa trajetória de luta junto ao PMDB me leva a discordar das últimas decisões do governador Confúcio, com todo respeito, naturalmente. Senão vejamos: a corrente falta de apoio material e financeiro ao município, sobretudo na área da saúde. A falta de investimento e/ou maior atenção à segurança pública. O comando do Hospital Regional, por determinação judicial, mas sem gastar nada, pois a Comissão que responde pela direção do hospital só anota o que precisa e encaminha para a Prefeitura comprar. É muito simples e cômodo esse papel do Governo do Estado. Ora, a Prefeitura de Guajará-Mirim sabe o que precisa no HR, pois tem servidores competentes, o problema é a falta de dinheiro para arcar com essas despesas. Aí o Estado assume, mas não mete a mão no bolso. A conta vai sempre para o prefeito pagar. Jeito simples e bom de administrar.
Dando, então, prosseguimento à Operação “Acabar com Guajará”, vem o fechamento da Unidade de Coleta de Sangue no Município. Chega! A população está revoltada. Não aguenta mais tanto perseguição política ao Município, pois quem sofre com as medidas não são nossos políticos, é a nossa população.
Do mesmo modo que a população não está suportando a ação de bandidos, reagindo e chegando a fazer justiça com as próprias mãos, já já se revolta com essas ações políticas do governo do Estado e parte para uma reação, pois toda ação corresponde a uma reação.
Não é somente a classe política que tem se reunir e buscar soluções para os problemas de nosso município. É toda a população através de seus diferentes segmentos de atividades. Se algum figurão do Estado não gosta do prefeito de nossa cidade, não é problema de nossa gente. E as ações do governo devem ser realizadas para beneficiar a população, nunca para prejudica-la. Como ocorre nos últimos tempos com relação a Guajará-Mirim.
Unamos, pois, na luta para barrar a Operação “Acabar com Guajará”. Eu disse: Operação Acabar com Guajará”. Não é a Operação “Lava Jato”. Não. Deus me livre de fazer tal pedido.
Aluizio da Sllva é Administrador, Jornalista e Radialista. Membro-fundador da Academia Guajaramirense de Letras (AGL).
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