
Falta muito pouco para que seja oficializada a reversão de uma grande injustiça cometida contra o senador e ex governador Ivo Cassol. Condenado pelo STF a oito anos de prisão, num processo em que ficou comprovado que não houve desvio de um só centavo de dinheiro público, mas apenas erros de concorrência pública, quando ele era prefeito de Rolim de Moura, a decisão anterior está prestes a ser modificada.
Os últimos recursos interpostos pelos advogados de Cassol estão sendo julgados e, até agora, dos sete votos conhecidos, quatro foram favoráveis a ele. A decisão significa que ele poderá ter a pena reduzida para quatro anos; teria chance de manter seus direitos políticos e poderia, com isso, concorrer ao Governo em 2018, conforme pretende fazer. Cassol tem ainda um processo na Justiça Eleitoral, relacionada com a participação em um evento político no Kabana´s, mas que os advogados dele lembram que o caso prescreverá dois dias antes do pleito do ano que vem.
Ou seja, se não houver mais nenhum percalço, Ivo Cassol poderá sim concorrer à cadeira de Confúcio Moura. Claro que tudo isso são posições emanadas de advogados do senador e de partidários. Há ainda um longo caminho jurídico a ser trilhado, mas, se as indicações que estão sendo dadas tiverem mesmo um fundo de realidade, a questão da possibilidade de candidatura é clara. Afora isso, o próprio Cassol anunciou que concorrerá mesmo sub judice.
Caso se confirme a participação do ex governador no processo sucessório em Rondônia, o quadro pode mudar bastante. Por enquanto, os nomes com chances reais de chegar ao Poder, são os do presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho e do senador Acir Gurgacz. Caso Expedito Júnior entre na briga pelo Governo, a coisa embaralha mais ainda.
Mas se ele não entrar e Cassol puder mesmo disputar, o controvertido senador do PP chegará com grandes chances, até pelos resultados de várias pesquisas não oficiais que são realizadas periodicamente no Estado (a maioria encomendadas por partidos opositores a ele) e que lhe dão boa vantagem, principalmente no interior.
Enfim, o caso Cassol depende da decisão final do Supremo, que está envolvido em outras grandes questões nacionais. Se julgar o caso Cassol no prazo, poderá livrá-lo ou não. Se não julgar, tudo prescreverá e ele poderá sim disputar. A sorte está lançada, para um nome que pode ser decisivo para o pleito estadual de 2018. Vamos ver no que vai dar...
Fonte: Rondoniadinamica
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