
Um evento que começou pequeno, fruto da uma ideia dos precursores do movimento extrativista em Guajará-Mirim, como José Maria dos Santos e José Wilson Nunes, o Boneco, com o passar do tempo foi crescendo e atraindo mais gente.
Há pelo menos quatro anos o Café dos Extrativistas vem sendo realizado em locais diferentes e sempre lembrando e rendendo homenagem a um extrativista (que são os antigos seringueiros) já falecido e contando a história de alguns deles ainda vivos.
Neste domingo, dia 08, as figuras ainda vivas a serem lembradas são de dona Jandira Xavier do Nascimento, e de Francisco Eleutério dos Santos. Dona Janeira tem 94 anos de vida e Chico Eleutério, 87. Ambos são moradores da Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto. Dona Jandira, na comunidade Floresta, e Chico Eleutério, no Sapezal, um pouco abaixo da Floresta.
Ambos têm toda uma vida dedicada aos seringais e têm muitas histórias para contar aos mais novos. São autênticas referências da vida na floresta.
O café deste domingo (8) será mais uma vez realizado na Garagem da empresa Nova Era, no bairro do Triângulo, local que vendo utilizado repetidamente nos últimos eventos, gentilmente cedido pela direção da empresa.
Nesses cafés, encontram-se velhas e novas gerações de pessoas das florestas. Relembram e comentam fatos passados, contam histórias e se confraternizam num clima de verdadeira e autêntica amizade. Cada um que participa leva sempre alguma coisa para ajudar. Café, suco, refrigerante, bolo, salgado, etc. e todo mundo colabora. Mas quem não tem ou não pode colaborar no café do dia, pode comparecer assim mesmo que é sempre bem vindo por todos os participantes.
Os organizadores ressaltam sempre a imprescindível participação e colaboração ativa de Ademir e sua esposa Boneca, proprietários da Mercearia Duas Irmãs, no Triângulo. Ela organiza tudo e o Ademir comanda o grupo “Os Coroas do Baile”, que anima com músicas os cafés e tem Ademir como tecladista.
O radialista João Teixeira, diretor-proprietário do site Guajará Notícias, também sempre prestigia o evento ao lado de seu amigo e parceiro, o jornalista Aluízio da Silva, que costuma escrever sobre pessoas da floresta retratando histórias de pessoas que fazem parte da história de Guajará-Mirim.



Fonte: Guajará Notícias
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