
Prosseguindo com a programação de realizar um café da manhã por mês, os extrativistas de Guajará-Mirim levaram a efeito neste domingo, 27, mas uma edição do já tradicional Café da Manhã dos Extrativistas. Mais uma vez o local foi o Clube dos Inativos, localizado na Av. 8 de Dezembro, no bairro Liberdade.
A exemplo do que comumente ocorre em cada edição do evento, a figura em vida homenageada neste domingo foi a senhora Francisca Augusto Rodrigues, popularmente conhecida como Dona Tota.
Ela tem 66 anos de idade, nasceu no Seringal Paraty e viveu toda a sua vida na floresta. Perdeu a mãe com apenas 9 anos de idade e ainda criança mudou-se para o Rio Ouro Preto, onde vive até hoje. Casada com Napoleão Rodrigues, o Napo, teve 7 filhos e reside na Comunidade Nossa Senhora do Seringueiro, na Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto.
Um vídeo foi exibido contando a trajetória de vida de Dona Tota, no qual ela fala das dificuldades da época, de ter mudado um tempo para Guajará-Mirim onde, segunda conta, lavou roupas durante muitos anos para criar os filhos. Hoje, estão formados e empregados e, quando chamam a mãe para viver na cidade, ouvem um “não”, com ela justificando que vive muito bem na reserva e enquanto tiver saúde e vida não abandona o local.
Familiares, amigos e conhecidos, além de pessoas ligadas às famílias de extrativistas, estiveram presentes. O grupo musical “Os Coroas do Baile”, como sempre, animou o evento que, em sua abertura, teve a execução do Hino do Seringueiro. O sanfoneiro residente no Distrito do Iata, de nome “Caxinim” teve uma participação no grupo musical onde foi lembrado que ele já tocou muita sanfona em festas e levava uma vida mundana. Hoje, converteu-se, é evangélico e só canta para louvar a Deus.
Dona Tota foi muito aplaudida pelas pessoas presentes e o evento teve mais uma vez a coordenação de José Maria dos Santos e José Avilheneda Amuntari, e o apoio da senhora Boneca, esposa do tecladista Ademir, da Mercearia Duas Irmãs, localizada no bairro do Triângulo.
A história de dona Francisca Augusto Rodrigues, dona Tota, mostra que é perfeitamente possível o homem viver em harmonia com a floresta, para a floresta, com a floresta e para a floresta.
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Fonte: Guajará Notícias
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