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ESPAÇO ABERTO: Marcos Rocha e o conflito precoce que pode custar caro ao Estado

25/01/2019 às 14h18
Por: João Teixeira
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ESPAÇO ABERTO: Marcos Rocha e o conflito precoce que pode custar caro ao Estado

NUNCA HOUVE PAZ E AMOR

Nem o inimigo político mais otimista apostaria em uma relação conflituosa entre Marcos Rocha e os agentes penitenciários de forma tão rápida, sem ao menos fechar um mês de governo. Nos 03 anos em que Rocha esteve à frente da Secretaria de Justiça (SEJUS) sempre houve a preocupação de passar uma imagem de relação harmoniosa com a categoria. Agora se vê que nada disso era verdade. O “ estado de greve” informado pelos agentes que não é greve já começa a apresentar reflexos e isso seria só o começo de um relação desgastante que promete se estender, quem sabe, pelos próximos 04 anos da nova administração.

TUMULTO E BARULHO

Os parentes e as mulheres de presos que interromperam o trânsito na Estrada da Penal na manhã desta quinta-feira (24) deixaram claro que se preparam para fazer muito barulho se o governo permitir que os presos sofram as consequências das ameaças de greve da categoria. Bem articuladas, as mulheres prometem usar as manifestações na rua como forma de pressionar as autoridades. Ninguém discute a forma encontrada para fazer valer os benefícios que os presos teriam direito entre eles o da visita, A questão é que muita gente que precisa usar a Estrada da Penal, e não tem nada a ver com incompetência política, vai acabar sofrendo com movimentos que, por exemplo, impedem o direito de ir e vir. João Augusto, caminhoneiro do Paraná, ficou mais de 04 horas parado na Penal por conta da manifestação. Precisava descarregar em um porto particular na região e não teve como passar. Me disse: “Esse é o Brasil que a gente quer. O sujeito trabalhador e de bem fica refém por conta disso aí que estamos vendo". Meu caro João, não ouso questionar essa sua opinião.

EFETIVO REDUZIDO

A manifestação das mulheres dos presos aconteceu porque não foi permitida a visita. Os agentes afirmam que estão trabalhando com efetivo reduzido e não seria seguro liberar a entrada de uma grande quantidade de pessoas no presídio sem um mínimo de segurança. Esclarecem que a escala de trabalho está no limite legal onde é possível apenas garantir movimentação interna com o que já está dentro do sistema. 

DECRETO


Para garantir as visitas aos presos o governador assinou decreto colocando a PM para fazer a segurança junto aos agentes que estão no plantão. A medida vale até o fim do movimento dos agentes penitenciários que estão trabalhando com efetivo reduzido. A pergunta é: de onde vão sair esses policiais militares para fazer segurança nos presídios. Das ruas?

QUEM FEZ

Vídeos que seriam do início de um princípio de incêndio em uma das alas do Urso Branco circularam nas redes sociais. As imagens feitas com celular mostram gritaria e ameças caso haja invasão do Grupo Especial de Agentes do Sistema Penitenciário. A situação realmente revela um clima bastante tenso mas a pergunta nesse caso é: Quem seria o dono do celular que fez as imagens e como o aparelho estava dentro da cadeia?

 

Fonte: Rondoniaovivo

 

 

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