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COMÉRCIO DE GUAJARÁ-MIRIM PODE FECHAR AS PORTAS MAIS UMA VEZ

05/07/2020 às 15h37
Por: João Teixeira
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COMÉRCIO DE GUAJARÁ-MIRIM PODE FECHAR AS PORTAS MAIS UMA VEZ

Em Guajará-Mirim, parece que nem todas as pessoas ou autoridades têm levado muito a sério a situação dos doentes que são vítimas da pandemia do coronavírus, porque está muito difícil acontecer uma ação que ofereça um atendimento com mais dignidade para aquelas pessoas que precisam da estrutura do SUS. A vida dos usuários desse sistema realmente não tem sido nada fácil. Claro que não se pode aplicar a todos, porque existem autoridades estaduais e federais que buscam contribuir e trabalham para destinar parte de suas cotas de emendas para o município, visando fortalecer o combate à covid-19.

Além das poucas ações, que não têm sido suficientes para frear o crescimento do número de vítimas, existe ainda a situação econômica do município, porque há um debate frequente sobre a possibilidade de fechar o comércio local, medida que é considerada muito polêmica, já que paralisa as atividades que sustentam a cidade. Logicamente que ninguém nega a realidade e o fato de que as constantes aglomerações de pessoas podem facilitar a contaminação, mas é necessário discutir com todos os setores da sociedade sobre o funcionamento das atividades comerciais, porque a manutenção do comércio tem relação com a situação geral. O fechamento pode resultar em demissões, falta de dinheiro na praça para aquecer as atividades e até mesmo criar dificuldades para manter os órgãos públicos em funcionamento, visto que existe uma ligação entre órgãos públicos e empresas, no sentido de operar a tributação.

O fechamento das empresas de grande porte significa a possibilidade de desemprego. O fechamento de atividades comerciais de pequeno porte significa tirar de muitas famílias a atividade financeira que sustenta cada família. Existe uma quantidade muito grande de atividades que empregam apenas membros da família, pelo fato de serem micro e essas atividades possuem uma função muito importante na geração de renda. Qualquer ação que visa o fechamento do comércio precisa ser muito bem avaliada e discutida com as entidades ligadas ao setor comercial, para buscar um caminho que minimize os prejuízos e problemas sociais. Desde o início da pandemia, muitas empresas de pequeno porte, tocadas por famílias e que garantiam a renda dessas famílias acabaram falindo. Algumas pessoas argumentam que o rigor para salvar vidas pode acabar matando alguns CNPJ’s também, porque nem todas as pequenas empresas suportam as regras de restrições e prevenção.

Assim, os órgãos de fiscalização que atuam para conter a pandemia precisam dialogar com a Associação Comercial e outras autoridades, com o objetivo de discutir a possibilidade de encontrar medidas que ajudem no combate à covid-19, mas que não causem tantos prejuízos às empresas. É possível discutir formas de aplicar as restrições, mantendo abertas as atividades comerciais, para evitar o desemprego a falta de geração de renda. Claro que a população precisa colaborar e cumprir corretamente as restrições, mas é necessário avaliar com muita serenidade a possibilidade de fechar tudo, o chamado lockdown. Nos últimos dias, essa possibilidade de fechamento total do comercio voltou a ser discutida e não está descartada.

Caso as estimativas da prefeitura de Guajará-Mirim estejam corretas, é possível que haja pelo menos mais 240 mortes por covid-19 na cidade. É claro que ninguém deseja isso, mas o prefeito acabou de adquirir exatamente 240 sacos desses que são utilizados para colocar cadáveres vítimas da doença, evitando a contaminação de pessoas que lidam com os corpos e até familiares durante o sepultamento. Muitas pessoas discordam totalmente da ideia do prefeito e defendem a tese de que é melhor adquirir os medicamentos citados em reportagens e nas redes sociais como eficazes para a prevenção ou a cura da covid-19. Embora não se tenha até este momento nenhuma confirmação científica, diversos medicamentos estão sendo usados por grande parte da população.

A população e certamente as autoridades esperam que haja a descoberta de um medicamento o mais rápido possível, mas enquanto isso não acontece, é preciso adotar as medidas de prevenção e combate à doença. Mas cada vez que as autoridades tomarem uma decisão, é preciso consultar as pessoas que serão atingidas, para tentar encontrar uma solução menos dolorosa.

 

 

Fonte: Guajará Noticias – João Teixeira DRT/RO 1052

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