
*Aluizio da Silva
A questão de segurança interessa ao conjunto da sociedade. Por isso mesmo, deve ser discutida pelas correntes de opinião e pelos políticos, pelos diferentes centros de reflexão sobre a realidade do município de Guajará-Mirim.
O sonho de qualquer pessoa é envelhecer e ser cuidada pelos filhos. A violência, praticada pelos malfeitores, destrói o sonho em segundos e a vida do cidadão de bem parece não ter mais valor.
Nos últimos dias, a onda de violência tem crescido sistematicamente na cidade e a resposta das autoridades policiais não parece satisfazer a população. Diariamente são noticiados nas rádios da cidade e nos site e rede social, furtos, roubos, assaltos, tentativa de homicídio, etc.
É público e notório que a Polícia Civil em Guajará-Mirim, no que pese a dedicação e esforço do efetivo, já não atua com a mesma eficiência de épocas passadas. Falta pessoal para reforçar as ações.
Por seu turno, a Polícia Militar, que também não dispõe do número ideal para seu efetivo, parece dispor de mais pessoal e mais viaturas que a Civil. E cumpre seu papel de policiamento ostensivo. Às vezes até detém os malfeitores, mas estes logo são postos em liberdade em função da fragilidade das leis atuais, criadas parece que com a finalidade de beneficiar o erro e o malfeitor, e não o acerto e a vítima.
Logicamente que a polícia não tem bola de cristal para detectar onde o bandido vai atacar. Mas tantas viaturas em ronda pelas diferentes zonas da cidade deveriam ser mais eficientes e inibir a ação dos criminosos.
Esta semana que finda, o noticiário policial foi rico em ações de bandidos que até invadiram casas de famílias e praticaram assaltos à mão armada e com fortes ameaças às pessoas, não respeitando nem crianças presentes ao fato.
Senhores responsáveis pela segurança pública em Guajará-Mirim: a população não está satisfeita – e nem poderia estar – com a onda vigente de violência, pede providências e cobra resultados. a situação como está não pode continuar. Ou chegaremos ao ponto de, mesmo contrariando as leis e os bons costumes, fazer justiça com as próprias mãos, por mais absurdo que isso possa parecer.
Aluizio da Silva é Administrador de Empresas e Jornalista.
Membro-Fundador da Academia Guajaramirense de Letras (AGL)
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