
O quadro está sendo montado. Pelo menos três grupos políticos estão se formando, para a disputa do Governo do Estado, em 2022. Um deles saiu na frente, reunindo PSDB, DEM, PDS, Cidadania e outros de menor expressão, que, certamente, ainda se unirão durante a caminhada. É um grupo recheado de caciques, mas já tem seu candidato escolhido: o senador do DEM Marcos Rogério. Do grupo fazem parte nomes como os do prefeito reeleito Hildon Chaves; do ex senador Expedito Júnior; da deputada federal Mariana Carvalho e do deputado federal Expedito Netto, além, ainda, do vice prefeito da Capital, Maurício Carvalho. Está em formação, aí, uma coligação muito forte, que larga na frente na corrida pela cadeira de Marcos Rocha. O segundo grupo tem à frente, claro, o próprio Rocha, atual governador e candidatíssimo à reeleição. Ele está conversando com vários partidos, mas o principal deles é o Avante. Rocha tem como trunfo o poder e a estrutura de governo, além de muitas realizações para mostrar. Vai manter uma campanha direcionada para o combate à corrupção, os avanços do seu governo e, ainda, o apoio total do presidente Bolsonaro, que pode ser vital na corrida em Rondônia, caso esteja em alta ou pode não ser, caso o Presidente caia muito na preferência popular e sua reeleição esteja em risco. Surge agora uma terceira via, essa também muito poderosa, que arregimenta políticos de algumas das mais poderosas siglas. Ela está ainda em fase de conversações, mas pode reunir lideranças como os senadores Confúcio Moura (MDB), Acir Gurgacz (PDT). Uniria também duas deputadas federais:
Jaqueline Cassol, do PP e Silvia Cristina, do PDT, além de figuras em ascensão perante a opinião pública rondoniense, como o deputado federal Lúcio Mosquini, coordenador da bancada federal, que poderia ser o indicado para entrar na disputa. Ou seja MDB, PDT, PP comporiam, inicialmente, esse terceiro e muito forte grupo na disputa de 22.
Onde entraria Léo Moraes? E os partidos de esquerda? Para que lado irá o PSL do deputado Coronel Chrisóstomo? O grupo liderado por Mosquini & Companhia, está tentando cooptar o Podemos de Léo. A pergunta óbvia é: ele aceitaria, a não ser se fosse o nome indicado pelo grupo para disputar o Governo, já que essa é uma meta política do jovem parlamentar? Chrisóstomo e seus aliados apoiariam a quem? Por enquanto, são perguntas sem respostas. Com relação aos partidos de esquerda, com a queda do PT, do PSOL e dos nanicos que cercam essa ideologia, não se sabe ainda se eles tentarão se unir para lançar uma única candidatura e se cada um irá sozinho, nem que seja para manter posição. Por enquanto o quadro é esse. Como nuvem no céu, contudo, tudo pode mudar com o andar da carruagem. O Palácio Rio Madeira/CPA é o alvo de todos os grupos políticos do Estado. Quem chegará lá?
Fonte: Tudorondônia
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