
A empresa que assinou contrato para a venda de 400 mil doses da vacina da AstraZeneca com a prefeitura de Porto Velho é alvo de investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro por supostos golpes na comercialização dos imunizantes. O prefeito Hildon Chaves informou na manhã desta quinta-feira (22) que realizou as negociações com tranquilidade, pois não havia risco de prejuízo financeiro ao município.
A Operação Sine Die cumpriu oito mandados de busca e apreensão em Pernambuco, onde fica a sede da empresa Montserrat Consultoria. Segundo informações da Polícia Civil, os golpistas se passavam por representantes da empresa americana Ecosafe Solutions e alegavam que tinham recebido 500 milhões de doses por ter financiado os estudos da vacina. As doses teriam sido ofertadas a pelo menos 20 municípios.
Hildon Chaves disse ao G1 que ainda não vai interromper o processo de compra em andamento e que pretende ir ao Rio de Janeiro para ter acesso ao inquérito e assim conseguir mais informações para se posicionar corretamente sobre o caso.
"Em razão desta operação, nós não temos conhecimento dos fatos desse inquérito então vai ser difícil a gente se manifestar. Estou cogitando a possibilidade de ir ao Rio de Janeiro. Como Porto Velho tem sido uma das cidades mais citadas, talvez a única capital, até para a minha tomada de decisão porque eu preciso saber o que realmente está acontecendo. Eu não preciso hoje em razão dessa operação, necessariamente agora, interromper o processo que está em andamento.
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