
Na sexta-feira, 03, o programa 89 Em alerta entrevistou a comandante do 6º Batalhão Mamoré da Polícia Militar de Guajará-Mirim, Major PM Michelly da Silva Mendes. Ela foi entrevistada pelos radialistas Jorge Câmara (Gerente) e João Teixeira. Durante a entrevista, vários assuntos foram abordados sobre a segurança pública, inclusive o policiamento ostensivo que é constitucionalmente de responsabilidade da Polícia Militar.
No início da entrevista, o radialista João Teixeira perguntou à comandante sobre as condições do Batalhão em Guajará-Mirim, na questão de contingente. Ela disse que a Polícia Militar gostaria de realizar um trabalho bem melhor em prol da população, mas que hoje o Batalhão não dispõe de um efetivo numericamente suficiente para atacar de maneira mais rápida e atuar no combate à criminalidade na fronteira. Ela foi questionada pelo radialista sobre o tempo de resposta, quando um cidadão liga para a Central de Operações informando sobre um fato. A comandante respondeu que não tinha essa informação precisa, mas que em uma próxima oportunidade responderia com precisão. O entrevistador João Teixeira lembrou que na época em que o Batalhão era comandando pelo Tenente-coronel Flávio Dezerte da Mota, ele costumava enfatizar nas entrevistas que tempo de resposta é um fator determinante para combater o crime, razão pela qual era uma das prioridades de sua gestão.
Outra pergunta para a comandante foi sobre a questão das ações para melhorar o combate à criminalidade no município, pois, nesses últimos tempos, os índices cresceram de maneira assustadora, principalmente com relação aos ladrões de motocicletas. A impressão que fica é de que os bandidos perderam o medo de cometer esses crimes. Algumas ações dos delinquentes deixam transparecer que eles desafiam as policiais do município. Nos últimos dias, os furtos e roubos de motos acontecem com muita frequência. Em resposta um pouco evasiva, a comandante respondeu que a população tem que tomar muito cuidado, pois o município não é o mesmo de alguns anos atrás. Na realidade, a sensação de insegurança está em todos os lugares da cidade, ainda que as pessoas tomem todos os cuidados possíveis. Segurança pública se faz com cuidado; mas também aumentando o efetivo de policiais.
Em dado momento, João Teixeira questionou sobre as ações que o comando pretende implementar para melhorar a segurança. A major Michelly Mendes citou como prioridade a ideia de celebrar convênio entre a Prefeitura de Guajará-Mirim para municipalizar o trânsito. Os maiores problemas do município não estão nas infrações de trânsito. É claro que questões de trânsito são importantes, mas a necessidade da população é que haja maior números de policiais. Inúmeros ouvintes da Rondônia FM 89,9 enviaram mensagens de WhatsApp ou ligaram para o telefone 3541-3724, comentando que o trânsito não é o maior problema da cidade. O problema está na ocorrência de muitos roubos, furtos, assaltos, arrombamentos de residência e empresas, entre outros crimes que podem diminuir com o aumento do efetivo de policiais.
A ocorrência de roubos e furtos de veículo infelizmente não é o único problema em Guajará-Mirim. Já virou rotina, nos finais de semana, um público muito grande com seus veículos e sons ligados em altíssimos volumes, em frente ao Parque de Exposição do município, na Estrada do Palheta. As pessoas que residem na região costumam enviar, todas as segundas-feiras, mensagens via WhatsApp, pedindo para a Polícia tomar as devidas providencias. O barulho é ensurdecedor, as pessoas reclamam que não conseguem dormir e que existem crianças com problemas neurológicos nas redondezas. Problema semelhante ocorre em um clube na área da Comara, pois, aos domingos, os moradores das chácaras não têm mais sossego. O povo pede ao governo do estado, aos deputados estaduais, aos vereadores, à justiça local para tomar alguma providência, mas nada foi feito até hoje. Além do barulho que incomoda muita gente, o acúmulo de lixo no local é muito grande, conforme as imagens que foram enviadas à redação do Guajará Noticias. A impressão que fica é de uma terra sei lei.


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