As propostas apresentadas pelo governador Confúcio Moura (PMDB) e que alteram normas envolvendo policiais militares e delegados de polícia alteraram os ânimos das duas categorias. Para poder nomear o novo chefe da Polícia Civil, o governador enviou projeto para alterar o Estatuto da Polícia Civil para que possa nomear delegados de qualquer fase da carreira. A Lei Complementar 76/93 define que a instituição será dirigida por delegado de Polícia de Carreira da última classe, terá autonomia administrativa, funcional e financeira. Apesar do sindicato da categoria não admitir publicamente, uma vez que tem por norma defender todos os profissionais, nos bastidores a insatisfação é grande. A última fase da carreira significa em termos práticos a mesma proporção na cadeia de comando para os policiais militares. Ou seja, somente após grandes anos de dedicação um delegado estaria habilitado a chefiar a cúpula da Civil.
Confúcio recebeu informes da insatisfação, mas afirmou que não deve ceder. Deputados da atual legislatura foram procurados desde a quinta-feira para tentar intermediar o impasse.
Outro descontentamento é justamente com a outra força policial. As representações de PMs esperavam que a primeira e única medida de Confúcio Moura para a categoria seria reajuste salarial, mas o governador definiu mudanças nos cursos de formação de sargentos e de formação de cabos. ASSFAPOM, ASPRA, ASSESFAM e APOMETROM entendem que nada menos que 1.500 pms serão prejudicados diretamente.
Fonte: RONDONIAGORA
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