Sumiu
Desapareceram da Delegacia Especializada em Narcórticos (Denarc) 198 de quilos de entorpecentes. Pouco mais de 100 quilos eram de maconha e o restante em cocaína oxidada, convertendo isso em dinheiro dá algo em torno de R$ 2 milhões. A delegacia não foi arrombada, ninguém foi preso e a investigação sobre esse sumiço não anda.
Em aberto
No 1º DP, em Porto Velho, 1.200 ocorrências policiais estão em aberto desde dezembro. Para ilustrar essa situação, motos que foram roubadas e recuperadas ainda não foram devolvidas aos proprietários porque as ocorrências precisam ser encaminhadas para a especializada, no caso Furtos e Roubos de Veículos, para então ser fechada. Isso não aconteceu e não existe nenhuma explicação para tal situação.
Em comum
Ambas as delegacias são gerenciadas por delegados novatos. Não que isso seja um demérito, pelo contrário, é importante ter sangue novo, mas é preciso ter experiência, ter jogo de cintura e principalmente, saber quem é quem dentro da estrutura policial. E isso delegado novato, parceiro, não tem. Não tem porque não enfrentou a bandidagem da época do garimpo; enfrentou pistoleiros quando Ji-Paraná se chamava Vila de Rondônia nem enfrentaram rebeliões, sequestros e assaltos.
Mudando
A mudança na estrutura da Polícia Civil, empurrada goela abaixo pelo governador Confúcio Moura e aprovada sem nenhuma leitura atenta por parte da Assembleia Legislativa, abriu um precedente perigoso e desnecessário. Uma das principais alterações é que a permite que qualquer delegado, independente do tempo de serviço, possa assumir cargos de direção superior na Polícia Civil. Antes, apenas delegados de classe especial, aqueles “antigões” poderiam ocupar essas funções.
Claro
Que essa mudança cria uma “polícia política” porque para ser diretor, basta ser amigo do rei.
Mas
O mais grave que vem ocorrendo nessa mudança é a falta de consideração dos novatos com os delegados mais antigos. A “turma de 2005” está tirando delegados com larga experiência, com mais de 20 anos de polícia da titularidade das especializadas e os mandando para atender na Central de Polícia ou colocando-os como adjuntos, o que é no mínimo uma falta de consideração. Para atingir o grau de experiência que esses agentes de segurança possuem, é preciso “ralar” muito e eles conhecem como ninguém a estrutura da segurança pública. Nunca fizeram mais, porque estavam sempre “amarrados” pelo governante de plantão.
Confúcio Moura
Sequer está se dando ao trabalho de ouvi-los. Não quis saber como eles poderiam colaborar com seu governo. Dentro da segurança pública está havendo uma verdadeira “caça às bruxas”, de forma desrespeitosa e desnecessária. Interessante que durante a campanha eleitoral a maioria desses delegados “antigões” apoiaram Confúcio. Na época, conversando com vários deles, eu cheguei a avisar que eles estavam caindo no canto da sereia. Agora estão se afogando.
Vaidade
O primeiro-cunhado continua testando até onde vai sua força e continua provocando o vice-governador Aírton Gurgacz. O vice, que é diretor-geral do Detran está com a portaria pronta do novo corregedor-geral do órgão, mas Assis, através da “nova direção” da polícia já mandou avisar que o escolhido de Gurgacz não vai assumir essa função, ele vai ser transferido para alguma delegacia, possivelmente a especializada em delitos de trânsito.
Voltando
Ao desaparecimento das drogas no Denarc, é preciso que se encontrem os responsáveis. É inadissimivel que desapareçam quase 200 quilos de drogas e ninguém saiba de nada. Tem que afastar delegado, averiguar com muita atenção essa situação e principalmente punir os responsáveis.
Confúcio e a saúde
Em fevereiro de 2010 os jornalistas Alan Alex e Paulo Andreoli estiveram em Cacoal para fazer uma reportagem sobre o Hospital Regional que estava em fase de conclusão, obras feitas pelo consórcio das usinas. Naquela época já havia a expectativa de funcionamento do hospital, faltando apenas os equipamentos, que seriam comprados com recursos do Ministério da Saúde. Recursos da ordem de pouco mais de R$ 12 milhões já haviam sido disponilbilizados, só não tinham sido liberados. Em contato com o Ministério, foi informado que “não havia nenhum motivo técnico para que o dinheiro não fosse liberado”.
Mas
Havia um empecilho ainda mais grave, o político. Visando as eleições, o PMDB, legenda a qual pertencia o Ministro da Saúde José Gomes Temporão, não queria que o governo que estava no poder inaugurasse essa obra, obtendo dessa forma dividendos políticos. O Hospital Regional de Cacoal conta com 198 leitos, o que evitaria a vinda de centenas de pacientes do interior para a Capital diariamente. Os recursos até hoje não foram liberados. Ainda.
Isso
O dedicado e eficiente repórter da Rede Globo não mostrou em sua reportagem. Mas pior mesmo é a cara de pau de alguns comentaristas de rádio. Em um conhecido programa em rede estadual, o dublê de entrevistador dizia que “não sabia que o quadro era tão horroroso”, que “aquilo era um absurdo”. Queria saber se essa criatura vivia em Marte ou em Júpiter.
Então
Quem acompanha Painel Político desde a época do Rondoniaovivo, quem assistiu as entrevistas, quem busca informações, sabe muito bem que a coluna sempre denunciou, investigou e criticou. Mas o problema é que a maioria só acredita em denúncias quando vê na TV. Aí fica chocado, horrorizado, assustado. Para quem acompanha meu trabalho ainda há mais tempos, vai lembrar que fui o primeiro a denunciar os esquemas que haviam na assembleia legislativa bem antes de Fantástico, Cassol e Dominó. Ainda no extinto Portal364 denunciávamos a fortuna que era destinada às fundações assistencialistas dos deputados de Rondônia e a “generosidade” de Bianco com os parlamentares.
Desavisado
Quem cai de paraquedas por aqui atualmente, se acha no direito de falar bobagens, ou fazer comentários desaforados. Antes de falar de alguma coisa ou situação, procure se inteirar, ler, tentar saber dobre o que ou quem está falando. Acusar a imprensa ou profissionais de imprensa de serem cassolistas, confucianos ou qualquer outra denominação demonstra ter falta de argumento consistente.
Poucos dias
Confúcio Moura está administrando o Estado há 13 dias, mas ele não veio da constelação de Órion. Conhece os problemas e tem sua parcela de responsabilidade. Já foi secretário de saúde do Estado, foi deputado federal por três mandatos seguidos e prefeito. Mas ele nunca foi governador e não tinha um plano de governo, como ainda não tem. Acusar a coluna ou qualquer um que critique o atual governo de estar “torcendo contra” é no mínimo leviano. Torcemos para que dê certo, mas conhecendo os personagens que cercam Confúcio, já sabemos que vai dar lambança.
Alerta
As pessoas que sofreram um tipo de derrame causado por um sangramento no cérebro devem evitar tomar drogas de redução do colesterol, conhecidas como estatinas, segundo pesquisadores dos EUA. Embora as estatinas sejam comumente usadas para prevenir ataques cardíacos e derrames, os cientistas informaram que a droga pode aumentar o risco de um segundo derrame, superando os benefícios ao coração. "Nossa análise indica que em ambientes de alto risco de hemorragia intracerebral recorrente, é preferível evitar a terapia com estatinas", diz o relatório publicado na revista "Archives of Neurology", elaborado por Brandon Westover, do Massachusetts General Hospital e da Harvard Medical School, e seus colegas. Westover disse que as pessoas que tiveram este tipo de derrame têm 22% de risco de sofrer um segundo derrame quando tomam estatinas, em comparação a 14% de risco em pessoas que não estão tomando a droga. Os resultados são baseados em dados de dois ensaios clínicos.
Fonte: www.tudorondonia.com.br
Mín. 24° Máx. 38°

