
A retomada do normal em Rondônia pode ter novas limitações caso continue aumentando o número de infectados com a variante Delta do novo coronavirus. Já são treze municípios com a presença confirmada de pacientes infectados e essa proporção deve ampliar nos próximos dias, considerando o alto poder de contágio dessa cepa. O número de mortes pela covid-19 também está crescendo, e a nova onde pode comprometer a programação de final de ano.
Detectada pela primeira vez na Índia, em outubro de 2020, a mutação do vírus SARS-CoV-2 (causador da Covid-19), conhecida como Variante Delta (B.1 617.2, antes também chamada de variante indiana). Essa cepa já foi registrada em mais de 130 países, conforme divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 30 de julho deste ano. Ela é considerada uma variante de preocupação por ser mais transmissível do que as anteriores (Alfa, Beta e Gama), o que a faz mais contagiosa do que a cepa original.
A disseminação dentro do Brasil vem ocorrendo de forma rápida devido as flexibilizações das medidas de isolamento social. O que vem preocupando as autoridades de saúde no Brasil é que a maioria dos casos da Delta vem ocorrendo em pessoas que não apresentam o esquema vacinal completo. A rejeição à imunização por vacina coloca a população e pode causar novas crises de saúde e na economia.
Como o período festivo de final de ano está próximo, o risco de expansão é grande como ocorreu no ano passado, causando o desespero de superlotação de unidades de tratamento intensivo e muitas mortes.
Enquanto há tempo, quem não tomou vacina precisa colocar a situação em dia, e as autoridades precisam rever medidas como a não exigência de comprovação vacinal e a liberação de uso de máscaras descartáveis. Rondônia e o Brasil inteiro volta a viver a angústia da doença que já causou mais de 613 mil mortes.
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