
O estilo “bateu levou” do ex-governador e senador diplomado Ivo Cassol parece adormecido. Desde que o governador Confúcio Moura (PMDB) tomou posse, não foram poucas as acusações de desmandos de Cassol e do seu pupilo João Cahulla a frente do Executivo estadual.
É bom esclarecer que as críticas não partem de Confúcio, que tem evitado se dirigir diretamente aos ex-governadores, mas os novos secretários não medem as palavras e ‘soltam o verbo’ contra a dupla Cassol e Cahulla.
Em entrevistas, muitos secretários de Confúcio tem criticado duramente a situação de como encontraram a pasta. O grande número de comissionados, a revisão de contratos e o baixo orçamento e falta de planejamento são sempre citados como problemas ‘herdados’ do grupo que deixou o poder no Estado.
Na saúde, as críticas são contundentes e a situação de caos levou o governador a decretar estado de calamidade pública, acusando, veladamente, o Governo anterior pelas mazelas. Nada se fala sobre o não-funcionamento do hospital Regional de Cacoal, que deveria ter recebido recursos do Ministério da Saúde há pelo menos um ano, para aquisição de equipamentos, conforme compromisso assumido em Porto Velho pelo ministro José Temporão.
Diferentemente de ocasiões anteriores, quando ‘peitava’ a tudo e a todos, Cassol tem se mantido quieto, distante e indiferente ao que ocorre no Estado. Ele estaria de férias e se articulando para assumir o seu mandato de senador, e como ele mesmo disse na campanha eleitoral, deverá “fazer barulho” em Brasília.
Quem achar que o senador está ‘mudado’ se engana. Cassol sabe que o momento não é de enfrentamento e que entrar numa discussão com integrantes do novo Governo agora seria um tiro no pé, pois a população espera dele, como senador, uma atuação em parceria com o Estado para solucionar os problemas da saúde, educação e outras mazelas.
Ainda sobre Brasília, as informações de bastidores dão conta de que Ivo Cassol estaria de olho no gabinete hoje ocupado pela petista Fátima Cleide, sua desafeta.
Fonte: Rondonoticias.com
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